Estados Unidos
Ritmo de inscrições para o seguro-desemprego vinha diminuindo desde abril mas teve a mesma quantidade da semana passada, em momento de incertezas pela segunda onda da pandemia
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Foto: AFP
Trabalhadores norte-americanos desempregados protestam | Foto: AFP

Mais de 1,5 milhão de trabalhadores norte-americanos tiveram de recorrer ao auxílio-desemprego desde a última semana, conforme o balanço atualizado divulgado pelos governos estaduais e federal dos Estados Unidos. Ao contrário do que vinha acontecendo desde abril, quando o balanço semanal começou a reduzir o crescimento no número de inscrições, o contingente de inscritos manteve o patamar da semana passada. Os dados divulgados apontam também que 20,5 milhões de trabalhadores estão na categoria chamada recorrente, quando a pessoa realiza duas inscrições em um intervalo de duas semanas.

Mais de um mês após a maioria dos estados norte-americanos terem abandonado o isolamento social rígido para salvar a economia (um eufemismo que na realidade significa “salvar a fortuna dos capitalistas”), os números sobre o desemprego demonstram uma profunda debilidade do sistema econômico no principal centro capitalista do planeta.

As projeções realizadas pelos analistas do mercado não são nada promissoras. Tanto no total de inscrições quanto no balanço de inscritos recorrentes, a realidade se mostrou pior do que o esperado pelos analistas da burguesia, que erraram em cerca de 700 mil no casos de recorrência e em 300 mil no caso do total inscrito. Embora a margem já tenha sido expressivamente maior, fica claro que a situação ainda está longe do controle dos capitalistas, um dado que torna a crise ainda mais problemática na medida em que se soma a outros fatores, que igualmente, fogem ao controle da burguesia. Como o coronavírus.

Com aproximadamente um mês desde as reaberturas ocorridas, pelo menos 14 estados norte-americanos e Porto Rico voltaram a registrar alta nos casos de contágios pela pandemia, que já atingiu mais de 2,22 milhões de americanos, levando mais de 119 mil à morte. Além disso, entre os estados em que o COVID-19 voltou a crescer, se encontram Califórnia (que sozinha, é responsável por quase 15% do PIB americano), Texas (o segundo estado mais rico dos EUA, atrás apenas da Califórnia) e Flórida (o quarto estado mais rico, com PIB de US$950 bilhões). Apenas nesses 3 estados, mais de US$6 trilhões, quase 30% do PIB americano portanto, sob ameaça de uma segunda onda do coronavírus.

Fica claro que a política adotada pela burguesia do mais desenvolvido país do mundo resultou em um profundo fracasso; do ponto de vista dos trabalhadores, claro. Com a fortuna maior em mais de meio trilhão de dólares, para os parasitas burgueses a política de expropriação direta e extermínio dos trabalhadores tem dado muito certo. Resta saber até quando.

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