Total ultrapassa 42 milhões
Pacote trilionário salvou burguesia da falência mas não impediu explosão do desemprego. Crises radicalizam luta de classes
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Desempregados pedem resgate ("bailout"). Contradições do regime político acentuam luta de classes | Reprodução: DuckduckGo

Mais de dois meses após o maior pacote de resgate econômico já feito por um governo capitalista (mesmo em valores corrigidos pela inflação), os Estados Unidos se vêem assombrados pelo desemprego e o expressivo empobrecimento da classe trabalhadora norte-americana, que nesta semana, precisou recorrer aos programas governamentais de auxílio aos trabalhadores desempregados, novamente aos milhões.

O balanço divulgado pelo governo norte-americano aponta que 1,9 milhão de pessoas se inscreveram nos seguros-desemprego oferecidos pelos estados, enquanto 623 mil novas inscrições foram feitas para o governo federal em atendimento à população de estados onde esta segurança financeira não é oferecida à classe trabalhadora, totalizando mais de 2,5 milhões de novos desempregados no país mais rico e dinâmico do mundo.

Ao todo, mais de 42 milhões de trabalhadores tiveram de recorrer ao seguro-desemprego desde 14 de março, quando apareceram os primeiros dados apontando para uma súbita e crescente explosão das demissões, dos quais mais de 21,5 milhões são classificados pelas estatísticas americanas como recorrentes (quando a pessoa se inscreveu por duas ou mais semanas para obter o auxílio). Ainda, mais considerações são necessárias sob a questão, para uma contextualização mais precisa do drama enfrentado pela classe trabalhadora americana.

Ao contrário do que alguns órgãos de imprensa norte-americanos tem divulgado, o número de novas inscrições não ficou abaixo do esperado. Economistas ligados ao Down Jones, o índice da bolsa de valores dos EUA, estimaram em 1,775 milhão o total de novas solicitações para esta semana. Embora seja verdade que já erraram por margem incrivelmente maior, o balanço oficial 40,8% superior ao previsto é um claro sinal de descontrole da situação por parte da burguesia. E precisamos também lembrar que, ao contrário do ápice da explosão de inscrições, ocorrido na última semana de março (quando 6,6 milhões de trabalhadores solicitaram o auxílio), todos os estados americanos já retomaram as atividades econômicas, alguns inclusive ainda no mês de abril (caso do Texas, Geórgia, Alasca, Oklahoma, Tennessee e Carolina do Sul).

Na contramão da situação desesperadora vivida pelos trabalhadores americanos, os bilionários aumentaram suas fortunas em mais de meio trilhão de dólares, e isto em um intervalo de apenas 11 semanas. Inicialmente estimado em US$2,3 trilhões, o pacote de resgate aos capitalistas aprovado pelo Congresso norte-americano já atingiu US$1 trilhão além da previsão inicial, o que coloca mais concretude na ilusória contradição entre o massivo desemprego e o crescimento das fortunas pessoais dos principais capitalistas americanos, esclarecendo também, quem são os reais beneficiados pelos programas de estímulo à atividade econômica em uma sociedade de classes como a atual, onde os interesses da burguesia se impõe às demais. Uma situação que esclarece, também, a natureza da ditadura da burguesia escondida sob o véu da democracia liberal.

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