Rumo ao genocidio
Pesquisas apontam que quase 100 mil crianças antes das aulas voltarem nos EUA. Mesmo assim, no país e no Brasil a direita impulsiona o retorno
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Jair-Bolsonaro-e-Donald-Trump
Trump e Bolsonaro | Foto: Reprodução

Na pandemia e na crise financeira os banqueiros pressionam para a reabertura econômica. Mesmo com centenas de milhares de mortos, a burguesia continua a impulsionar o genocídio da população. Fica claro que o interesse capitalista é de salvar seus bolsos, e para isso, pressiona a volta às aulas presenciais. Nesse sentido, para sanar a crise da demanda das grandes empresas, já foram quase 100 mil crianças infectadas nos Estados Unidos. É isso que a direita quer no Brasil, mas em proporções demasiadamente mais catastróficas.

Nos EUA, foram contabilizados pela Academia Americana de Pediatria e pela “Children’s Hospital Association” que mais de 97 mil tiveram Covid-19 nas duas últimas semanas de julho. Até o período a maioria das escolas ainda estavam fechadas, mas desde o início de agosto diversos estados já retomaram com o ensino presencial, híbrido ou integral. São esses: Kentucky, Mississippi, Georgia e Tennessee.

No Brasil o programa da direita é o mesmo. Como as aulas presenciais providenciam o trânsito de milhões de pessoas, a burguesia anseia desesperadamente para que elas retornem e o PIB se estabilize. Sem contar com interesses eleitorais, ou seja, para dar a aparência de que o vírus já foi resolvido e eleger candidatos que apoiam a reabertura. Aqui, a estrutura para combater a crise sanitária é infinitamente pior que nos EUA, mesmo assim, a direita está indiferente para a vida da população e mais preocupada para pagar suas dívidas eternas aos bancos e as empresas mundiais.

As aulas presenciais retornam em todo o País. Em Manaus já começaram desde julho na rede privada e agora já abriram para o ensino médio da rede pública. Em São Paulo, a título de exemplo, já foi aprovado um plano para a reabertura e a data foi adiada pelo governo para o dia 8 de outubro, mas a prefeitura da Capital demonstra como é tratado o tema: Covas se recusa a afirmar ou a informar sobre como será e quando será o retorno, alegando ser uma decisão exclusivamente do setor da saúde, o qual já permitiu toda a reabertura do comércio na cidade com maior número de contaminados do Brasil. No DF desde abril Ibaneis vem pressionando para o retorno, e a data já está marcada para o final deste mês.

Com o exemplo dos EUA, fica claro que toda a comunidade escolar precisa se mobilizar contra o genocídio da juventude brasileira. Não pode haver reabertura das escolas enquanto não houver vacina. Os trabalhadores também devem se unir para impedir o programa criminoso da burguesia, que pretende assassinar especialmente seus filhos e filhas.

Convocamos todos os estudantes a serem a vanguarda que impedirá o assassinato e a contaminação de milhões de pessoas. É necessário fazer greve, ninguém, deve ir a escolas. Além disso deve haver piquetes e inclusive ocupações, só devolvendo na mesma moeda os ataques de Bolsonaro e dos golpistas é que teremos algum resultado.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas