Enem na pandemia
A realização do ENEM nas condições da pandemia representa mais um ataque aos estudantes, pois o exame se realiza justamente quando a burguesia reconhece um novo surto de covid-19
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Só a mobilização é capaz de atender as necessidades do estudante da classe operária. | Foto: Reprodução

O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Alexandre Ribeiro Lopes, revelou a previsão de aplicar o conhecido Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em janeiro, independente da recente escalada de infecções e mortes pela covid-19 no Brasil. A prova deste ano, que já foi adiada uma vez por causa da pandemia, teve cerca de 5,8 milhões de inscritos.

Esta prova, o Enem, ainda representa a principal porta de entrada para o ensino superior público e privado e tem previsão de ser aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro. Além disso, há também a versão digital está marcada para 31 de janeiro e 7 de fevereiro e conta com cerca de 96 mil alunos fazem o teste online.

Mesmo com a aplicação do exame digitalizado, o MEC ainda necessita que candidatos se desloquem até uma universidade para fazer uso de seus serviços de informática. A realização do ENEM nas condições da pandemia representa mais um ataque aos estudantes, pois o exame se realiza justamente quando a própria burguesia reconhece um novo surto de contágios, o que por questões sanitárias deveria impedir grandes aglomerações como as que naturalmente ocorrerão na realização do prova, mesmo que a ocupação das salas de aplicação da prova sejam cerca de 50 da capacidade original.

Em frente a medida genocida de manutenção dessa prova em meio a um novo surto do Covid-19, vale ressaltar bastante que em 2020 não houve um ano escolar significativo, fato este que é reconhecido, inclusive, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) ao propor a extensão do ano escolar a 2021, também expandindo a farsa do EAD, com horríveis condições de ensino que nem é acessível a maioria do corpo estudantil brasileiro. Concretamente, a manutenção da prova significa que os estudantes oriundos da classe trabalhadora, que já possuem uma desvantagem enorme em relação aos estudantes pequeno-burgueses e burgueses, só se prejudicarão com a ocorrência desta prova em janeiro, dadas as condições mais desiguais do que a norma brasileira trazidas pela pandemia e a farsa do EAD.

Tendo isso em mente, é necessário organizar a juventude para lutar por suas reivindicações através da mobilização. São estas ações que permitem com que a luta politica obtenha êxito, pois a luta das categorias estudantis partem de uma questão politica principal, que é a luta pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, pelo fim do ano letivo até o fim da pandemia.

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