Mobilizar Já!
O ensino remoto revelou não só aos professores, mas também aos alunos, as dificuldades e o real desinteresse do poder público com alunos de escolas públicas
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Educação cada vez mais precária | Cristiano Scabello / Flickr

A adoção do ensino remoto diante da pandemia do coronavírus, escancarou os problemas que escolas públicas do Brasil vêm enfrentando há anos. Estudantes do estado de MT prometeram ir à justiça caso as aulas retornem, isso por que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), fez uma proposta para que as aulas não presenciais, ou ensino remoto, retorne dia 03 de agosto. Contra essa proposta, alunos criaram um abaixo-assinado que até ontem já tinha 1675 assinaturas com intenção de chegar a 2500 e encaminhar para o Ministério Público do Estado (MPE).

A Seduc tem o planejamento da seguinte forma: Para as escolas do primeiro calendário, que iniciaram o ano letivo de 2020 em 10 de fevereiro e já concretizaram 14% do total de dias letivos, a reposição das aulas será com 40% não presencial e 46% presencial, totalizando os 100% das 800 horas. Já para as escolas do segundo calendário, que não iniciaram o ano letivo de 2020, a carga horária de aulas será de 40% não presencial e 60% presencial. No planejamento estão incluídas o retorno das aulas presenciais.

Se as aulas presenciais retornarem e o calendário escolar não ser suspenso as escolas irão ser o foco da contaminação da corona vírus. O ensino remoto não é para alunos de classe baixa. O estado não oferece as devidas condições necessárias para que os alunos possam aprender, sendo que muitos não tem as estruturas básicas para realização de atividades.

Os organizadores do abaixo-assinado denunciam que “Nem todos os estudantes têm internet em casa. Nem todos os estudantes têm computador ou celular para ter acesso a aula, inclusive, alunos especiais”, os professores também escancaram a real situação em que vivem: “Temos professores que não têm computador em casa para dar aula, necessitando dos computadores das escolas que todos sabemos que são sucateados”.

Esse planejamento mostra o total despreparo do estado de criar e oferecer um ensino de qualidade para os alunos, visto que estamos diante de uma pandemia. Forçar os alunos a retornarem as aulas presenciais mesmo de forma dividida, é aumentar ainda mais o genocídio e contaminação com a população, sendo que os alunos são de origem pobres.

Vale ressaltar que medidas estas como dos estudantes de criar abaixo-assinados são simbólicas para mostrar a indignação que os estudantes têm com o atual modelo de ensino. Medidas como esta não substitui a luta das mobilizações dos estudantes que precisam se unir e sair as ruas para adquirir seus direitos que estão sendo retirados na base da força e pedir a suspensão do calendário escolar. O retorno as aulas só devem ser feito só após o fim da pandemia e não colocar em risco a vida de estudantes e trabalhadores da educação.

Estudantes do Brasil a união nesse momento é necessária. O atual momento que em que o ensino se encontra, correndo risco de ser privatizado, sendo oferecidos apenas a elite, é revoltante. Querem a destruição dos direitos dos estudantes. Por isso é preciso mobilizar já!

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