Intervenção bolsonarista
Extrema-direita aproveita a zona das eleições da UFRGS para tentar dar o golpe. Estudantes devem mobilizar por um governo tripartite
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Grupo ligado a reitoria faz ato contra golpe da extrema-direita | Foto: Reprodução

Estudantes e representantes da comunidade acadêmica ligados atual reitoria participaram de protesto nesta quarta-feira (26), em Porto Alegre, contra a possível nomeação do professor Carlos André Bulhões Mendes para reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com a palavra de ordem “Não queremos Bulhões”, os manifestantes levaram faixas e cartazes para o entorno dos campus do Vale e do campus Central.

Bulhões foi o terceiro colocado na consulta interna realizada em julho, que teve como vencedor o atual reitor Rui Oppermann, em um processo extremamente antidemocrático, afinal de contas a chapa 3, efetivamente uma chapa de esquerda (uma esquerda-pequeno burguesa, pra ser mais claro) teve mais votos mas ”não levou” por causa da proporcionalidade e peso da votos entre estudantes, funcionários e professores.

O resultado da votação antidemocrática porém não é suficiente, já que a lista tríplice encaminhada pelo Conselho Universitário (Consun) com os nomes de Oppermann, Karla Maria Müller e Bulhões depende de decisão final do presidente fascista da República. O deputado federal bolsonarista Bibo Nunes (PSL) está articulando a nomeação de Bulhões junto a Bolsonaro.

A possibilidade de troca no comando da UFRGS tem gerado mobilização do grupo “Eu defendo a Ufrgs”. O grupo ligado a reitoria já foi chamado de ”Eu defendo o Rui Opperman” por fazer apoio incondicional a atual gestão, que já cometeu diversos ataques aos estudantes como por exemplo, o corte de bolsas como forma de chantagear os estudantes a aceitar o Ensino Remoto, o famoso EAD, política de privatização da universidade.

Nesse caso, a chapa que ganhou já não tem legitimidade afinal fez menos votos que a chapa de esquerda. A Extrema-direita aproveitou a zona que é a eleição da UFRGS pra tentar dar o golpe na reitoria.

Tudo isto colocado mostra a necessidade de mobilizar os estudantes através do progama da AJR, por um governo tripartite, formado não apenas por professores e servidores mas também estudantes, e que os chamados conselhos superiores tenham número de assentos proporcional à presença de cada um destes três setores nas universidades, escolas e institutos federais.

Este é um tema da maior importância diante da ofensiva bolsonarista através do intervencionismo nas instituições de ensino superior.

Fora Bolsonaro! Fora interventores! Os estudantes devem se mobilizar pela construção de um regime tripartite do governo das universidades, que os tire da posição de submissão à verdadeira ditadura imposta pela burocracia universitária atual.

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