Contra a intervenção
Para barrar a intervenção bolsonarista é preciso mobilizar os estudantes.
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Agora ex-ministro, Abraham Weintraub impôs uma reitora interventora na UFGD. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Fotos Públicas

Imposta pelo MEC de Abraham Weintraub, a reitora temporária da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Mirlene Ferreira Macedo Damázio, não figurava nem na lista tríplice indicada pelo já pouco democrático processo eleitoral das universidades federais. Como era de se esperar, sua gestão está sendo marcada pelo autoritarismo, onde nem os órgãos colegiados compostos principalmente por uma pequena parte dos docentes tem espaço nas decisões.

A lista enviada ao Ministério da Educação era encabeçada por Etienne Biasotto, professor que é filiado ao PT. Alinhado com o bolsonarismo, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação judicial para tentar barrar a nomeação de Biasotto. Mesmo perdendo sucessivamente em diversas instâncias judiciais, a ação foi utilizada como argumento para o agora ex-ministro Weintraub impor uma reitora interventora alinhada com o ilegítimo governo Bolsonaro.

Na defesa de sua nomeação, Biasotto obteve apoio até dos candidatos derrotados no mesmo processo eleitoral, como a ex-reitora Liane Calarge. Ainda assim, a reitora “pro tempore” já se aproxima de 1 ano e meio no cargo. Sua atuação tem sido no sentido de tornar a universidade mais antidemocrática do que já era. A participação dos estudantes nos órgãos colegiados já é minoritária e estes órgãos veem sendo ignorados pela interventora.

Não basta aguardar e ficar assistindo o vai e vem judicial, torcendo para que juízes e desembargadores defendam a autonomia universitária. É preciso mobilizar os setores mais ativos da universidade para barrar a intervenção do governo Bolsonaro, ou seja, os estudantes.

O DCE da UFGD tem atualmente uma campanha chamada “Nenhum estudante fica pra trás”, onde entre outros pontos se manifesta contrariamente à imposição do retorno das atividades através do ensino remoto. Esse posicionamento está correto, pois o EAD além de excluir socialmente não tem a mesma qualidade do ensino presencial.

É preciso mobilizar de fato contra a intervenção e pela autonomia universitária, exigindo não apenas que a lista tríplice seja respeitada mas que o primeiro colocado seja conduzido ao cargo de reitor. O fator mobilização é essencial no desenvolvimento de qualquer luta politica e os estudantes formam o setor mais dinâmico da universidade. Assim, sua ação organizada tem enorme poder de influência na comunidade acadêmica e na sociedade em geral.

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