Estudante negro é agredido por fascistas: é preciso criar comitês para combater a extrema-direita

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No último dia 3, mais um caso de agressão a um jovem, negro e homossexual, ocorreu na Bahia. Aislan Casais, estudante do curso de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que fica em São Francisco do Conde, foi agredido por um grupo de direitistas, na saída de um bar.

Após as agressões, o que restaram ao jovem foram os traumas, físicos e psicológicos. Um dia apos o evento, Aislan voltou para Cachoeira, sua cidade natal. Com a ajuda de amigos, montou uma vaquinha, com o objetivo de arrecadar R$5 mil para os procedimentos odontológicos necessários. Com os ataques, ele levou socos, perdendo três dentes.

Segundo os relatos, as agressões eram seguidas de gritos, com ataques como “bora matar esse viado”. O típico discurso utilizado pelos covardes direitistas que, diariamente, atacam a em bandos pessoas sem condições de se defenderem, quase sempre os mais pobres, negros, mulheres e homossexuais.

Diante desses ataques, o combate ao avanço da extrema direita deve ser imediato. Para isso, é fundamental a mobilização popular organizada, através da formação e manutenção dos comitês de luta contra o golpe e de autodefesa, para derrotar os golpistas.