Estudante eleitor de Bolsonaro diz que “negraiada tem que morrer”, é preciso combater o fascismo
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Estudante eleitor de Bolsonaro diz que “negraiada tem que morrer”, é preciso combater o fascismo
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Estudante fascista do Mackenzie foi oficialmente expulso da faculdade após fim da disputa judicial que tratava de seu caso. Durante a eleição de 2018, Pedro Baleotti publicou um vídeo em que aparece ameaçando a esquerda e afirmando que a “negraiada vai morrer”, o que levou à manifestação dos alunos e suspensão do estudante de direito.

Típico eleitor de Jair Bolsonaro, Pedro postou vídeos empunhando uma arma enquanto fazia ameaças racistas e contra os que estivessem vestindo vermelho nas ruas durante as eleições. Após a grande repercussão dos vídeos nas redes sociais, o estudante pediu desculpas afirmando não ser racista e nem violento.

Ações como essa da extrema-direita não podem ser toleradas de forma alguma. Os alunos do Mackenzie acertadamente juntaram-se em uma manifestação de repúdio às declarações de Pedro, que logo acovardou-se diante do grande número de revoltados, como é de praxe da extrema-direita que foge quando a esquerda se organiza para combatê-la.

Apesar do teor fascista de suas declarações, Baleotti acabou sendo processado e expulso apenas por dizer abertamente o que pensava. As vias judiciais e burocráticas não são o caminho para combater a extrema-direita, pois também estão tomadas por fascistas como a própria polícia. É necessário portanto que o povo se organize para fazer sua própria defesa.

Ataques à educação são prioridade dos bolsonaristas, desde o projeto “Escola com Fascismo” que resultou em perseguição de professores e alunos. Diversas invasões da polícia em universidades e escolas foram relatadas, além dos projetos de militarização do ensino secundarista. Interferências nas direções e cortes de verba visam a completa privatização do ensino público.

Os estudantes pediram a expulsão do racista por temerem ataques fascistas dentro da universidade, mas a única forma de garantir a segurança dos alunos, professores e militantes de esquerda é formando comitês de autodefesa também nas unidades de ensino. O momento é de impulsionar as mobilizações locais também por conta dos atos pela educação, que devem ter como objetivo a derrubada de Bolsonaro, acabando com a força da extrema-direita contra a população.