Estudante do Mackenzie é impedido de ser expulso: a justiça só funciona quando é para proteger nazista

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Pedro Baleotti, estudante bolsonarista de direito da Mackenzie, ficou conhecido após publicar um vídeo de caráter totalmente fascista durante as eleições fraudadas de 2018. Neste vídeo, ele está vestindo uma camisa do Bolsonaro dentro de um carro onde ele fala que “indo votar ao som de Zezé, armado com faca, pistola, o diabo, louco para ver um vadio vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo. Tá vendo essa negraiada (apontando a câmera para uma moto ocupada por duas pessoas negras)? Vai morrer, vai morrer, é capitão caralho!”

O vídeo acabou gerando protestos da parte dos estudantes de esquerda da Mackenzie durante as eleições que queriam a expulsão dele. A Mackenzie divulgou uma nota informando a suspensão definitiva do estudante e a abertura de um processo disciplinar para averiguar o caso. O estudante fascista acabou sendo demitido do escritório de advocacia onde trabalhava em São Paulo.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do DHPP incriminou Pedro Baleotii por crime racial.

As manifestações estudantis continuaram exigindo a expulsão e em 10 de janeiro a Mackenzie disse que o processo disciplinar decidiu pela expulsão de Baleotti, mas sem dizer nada sobre o processo.

A Justiça Federal de São Paulo acabou concedendo uma liminar anulando a decisão da Universidade Mackenzie de expulsar o estudante fascista. A instituição recorreu mas a juíza Silvia Figueiredo Marques, do Tribunal Regional Federal da 3ª manteve a decisão. A universidade acatou a decisão e reintegrou o estudante no curso de direito.

Esse caso mostra a arbitrariedade da justiça. Por exemplo, Paulo Henrique Amorim foi condenado por injúria racial ao falar que o negro Heraldo Pereira da Rede Globo era um negro de alma branca, o que não deixa de ser verdade. Amorim foi condenado em primeira instância, a um ano e oito meses, com cumprimento da pena em regime aberto. O caso é um absurdo, pois Amorim apenas estava utilizando o seu direito à liberdade de expressão.

O mesmo assunto se encontra aqui. Apesar do discurso fascista, Baleotti não devia ser expulso da faculdade nem ser demitido de seu emprego. A justiça fez “justiça” ao manter a liminar que impede o estudante de ser expulso. A justiça se mostra nesse caso que ela só cumpre quando o assunto é defender fascistas.

Para combater o estudante bolsonarista e todos os outros fascistas, só a mobilização nas ruas pelo Fora Bolsonaro e Liberdade para Lula. A justiça está no lado do governo ilegítimo de Bolsonaro e só na marra ela vai beneficiar a esquerda e o povo em geral.