Estrategista de Trump apoia Bolsonaro: quem manda na campanha são os norte-americanos

bozo usa

Recentemente veio à tona a denúncia de que a campanha política do candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro do PSL, está sendo coordenada por Steve Bannon, o guru e estrategista político na eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América.

Bannon foi uma figura chave na eleição de Trump nos Estados Unidos ao coordenar uma empresa de “marketing político digital” que atua nas redes sociais como o Facebook, em aplicativos como o WhatsApp e o YouTube. A empresa recebe o apoio de grandes empresários norte-americanos com posições políticas fascistas.

Nas eleições norte-americanas, Trump era considerado um candidato azarão nas prévias para a candidatura à presidência pelo partido republicano. No entanto, o empresário conhecido por declarações toscas e direitistas, acabou derrotando adversários apoiados por figurões do partido republicano como George W. Bush Filho e John MCcain. A campanha das prévias e no próprio processo eleitoral entre Trump e Hilary Clinton ficaram marcadas por uma verdadeira enxurrada de vídeos falsos com notícias aberrantes, montagens manipuladoras, as chamadas Fake News, que serviram para criar uma verdadeira campanha anônima de demonização dos adversários. Após o processo eleitoral, tal campanha virou um escândalo internacional ao se revelar que o Facebook forneceu dados de 50 milhões de usuários para a Cambridge Analytics que foram usados para que Bannon criasse perfis dos eleitores e pudesse influir no processo eleitoral.

Christopher Wylie, ex-engenheiro de dados da Cambridge Anaytica, fez uma série de denúncias sobre a empresa em que trabalhou. Wylie afirmou que a empresa coleta dados dos usuários para saber exatamente quais mensagens são mais suscetíveis aos eleitores, quais os seus medos, o tom adequado e quantas vezes seria necessário utilizar tais mensagens para engajar cada pessoa nas campanhas de forma anônima, sem a pessoa saber que está sendo manipulada por notícias falsas.

Em uma filmagem feita por supostos empresários da Sri Lanka interessados em contratar o serviço da Cambridge Analytica, os negociadores falam abertamente que “Não é interessante concorrer em uma eleição com fatos. Porque na verdade é tudo sobre emoção.” E afirmam ainda: “Tem que acontecer sem que ninguém pensar que se trata de uma propaganda. Por que no momento em que perceberem que é uma propaganda, a questão seguinte é: quem publicou isso?”.

Este modus operandi vem sendo aplicado em diversos países do mundo, organizando a campanha de movimentos de extrema direita e fazendo crescer o movimento fascista a nível mundial. Na conversa gravada, um dos representantes da empresa afirma: “Nós usamos isso no Estados Unidos. Nós usamos isso na África. Já fizemos no México, Malásia. E agora, estamos indo para o Brasil”.

Em 3 de Agosto desse ano, o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (que foi eleito o deputado federal mais votado em

Eduardo Bolsonaro encontra Steve Bannon em Nova York

São Paulo) postou uma foto nas redes sociais de um encontro com Steve Bannon em Nova York e afirma que o empresário iria participar da campanha do pai.

Na verdade, à medida em que a campanha ocorre fica claro que Steve Bannon é o chefe da campanha de Bolsonaro, escrevendo discursos, preparando toda a campanha de forma referendar a verdadeira onda de notícias falsas circulando pela internet. O método de funcionamento é semelhante ao Nazismo, quando o Ministro da Propaganda de Hitler afirmou: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

O controle da campanha de Bolsonaro pelo empresário norte-americano desmente a falsa ideia de que o político seria nacionalista, pois sequer a campanha é controlada por brasileiros. A recusa de Jair Bolsonaro em participar dos debates também deve ser uma orientação de Bannon, uma vez que no debate não é possível prever exatamente tudo que o candidato fake deve falar.

O militante Everton Rodrigues do site “Falando Verdades” revelou em sua pagina que há mais de 200 grupos de apoio a Bolsonaro do WhatsApp que disseminam notícias falsas que são controlados por números dos Estados Unidos. Depois de realizar a denúncia, Rodrigues teve a seu número do WhatsApp bloqueado.

Falar que Bolsonaro é um nacionalista é uma ofensa intelectual. Apesar da propaganda fajuta utilizando bandeiras do Brasil, fazendo declarações de que “o seu partido é o Brasil” etc, o candidato foi visto prestando continência à bandeira norte-americana numa servil demonstração ao imperialismo norte-americano. Somando-se a isso, a adoção do neoliberal Paulo Guedes como guru econômico, que defende a privatização e a entrega de todas riquezas nacionais para grandes empresas estrangeiras (em especial as norte-americanas), aí então fica mais do que claro que Bolsonaro não passa de um lambe-botas do imperialismo norte-americano. Até o lema de Trump Bolsonaro resolveu seguir na prática: “America first” (Estados Unidos primeiro).