Guerra Civil
A política sob um ponto de vista marxista e revolucionário na Análise Internacional
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Rui Costa Pimenta apresenta o programa todas as sextas-feiras. Foto: Reprodução COTV/Youtube | Foto: Reprodução COTV/Youtube

Na última análise internacional – que ocorre todas as sextas-feiras na COTV – o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO (Partido da Causa Operária) analisou os principais acontecimentos da política norte-americana, sob um ponto de vista marxista e revolucionário.
Na última semana, houve um acontecimento muito importante para o desenvolvimento da crise.
Segundo as autoridades norte-americanas, um grupo de extrema-direita denominado ,“Milícia Wolverine”, estava se organizando para realizar um golpe de Estado, com o objetivo de sequestrar a governadora do estado de Michigan, sendo presos antes de executarem qualquer coisa.
A ação foi aplaudida pela esquerda, mas o fato revela um caráter opressivo dessa operação policial, primeiro porque os cidadãos foram presos em fase de planejamento, ou seja, nada foi executado, deixando claro que foram presos pela intenção de cometer o crime e não por efetivamente ter cometido um crime. Segundo, os mesmos foram rapidamente acusados de terrorismo e o mais lamentável, é que a esquerda norte-americana – a ala mais moderada – também levantou a gritaria de terrorismo, não se dando conta de que da mesma forma que a extrema-direita é brutalmente reprimida, a esquerda também pode ser.
Mesmo o caso tendo pouca repercussão, alguns articulistas de esquerda tem declarado que o fato é o primeiro passo para um golpe de Estado que estaria sendo organizado por Donald Trump, caso o mesmo perdesse as eleições, com essas milícias ocupando os governos estaduais.
Temos visto a tentativa de Trump em criminalizar os movimentos anti-fascistas, enquanto os democratas o acusa de autoritarismo do atual presidente e toda essa especulação deixa claro que tanto grupos da extrema-direita como dos de esquerda, estão se mobilizando e se armando para um enfrentamento de características que indicariam uma verdadeira guerra civil nos Estados Unidos.
Trump já deixou claro que não irá aceitar o resultado das eleições, caso o processo seja realizado da forma que ele tem denunciado, como o voto por correspondência, criando um clima político que leva a uma polarização cada vez mais intensa.
A resposta que vários movimentos deram em protestos ao abusos policiais contra pessoas negras, impulsionaram essa resistência que influencia todos os setores, no sentido de se mobilizarem contra a extrema-direita.
O que nos leva a perguntar, até onde vai o atual enfrentamento?
Embora haja muitos ruídos sobre golpe de Estado, não está claro se Donald Trump tentaria algo nesse sentido, ou se o mesmo não fizesse nada, se grupos de extrema-direita tentaria alguma coisa. Mas a crescente polarização e a tendência ao enfrentamento é muito grande e um fato é certo: se Donald Trump perder a eleição e não houver golpe de Estado, essa situação não será dissolvida com facilidade, pois não é uma situação que está ligada exclusivamente com a eleição, o fato está relacionado a situação política geral dos Estados Unidos, onde o país enfrenta uma crise econômica muito grave, com muita pobreza, muitos desempregados devido a devastação da indústria norte-americana, mais setores rurais que sofrem duramente com a atual situação econômica.
Também há um colapso da estrutura política fundamental do Estado norte-americano. O partido republicano – onde a crise ocorreu com maior intensidade – colocou para escanteio as forças tradicionais do partido. Como exemplo disso, a família Bush apoia o atual candidato Joe Biden, pois perderam muito espaço dentro do partido republicano, que tomou várias alas ultra-direitistas que estão se desenvolvendo em torno dos republicanos.
Do lado do partido democratas existe uma situação semelhante, onde nas últimas eleições, a ala tradicional dirigente do partido foi questionada pela esquerda sobre a candidatura de Joe Biden, obrigando os democratas a adotarem uma série de manobras para manter o controle do partido, transformando o partido no refúgio dos interesses imperialistas. As candidaturas de Hillary Clinton e Joe Biden evidencia isso, pois foram realizadas por meio de operações altamente fraudulentas, deixando claro o colapso dos dois partidos.
O desafio da burguesia norte-americana é constituir um bloco político que dê sustentação ao próximo governo, possivelmente do partido democrata, uma vez que a campanha de Trump, aparentemente, não estaria conseguindo reverter a situação e para conseguir sustentar esse regime político, é necessário desfazer a polarização.
Independente de quem ganhar as eleições, vamos ver os Estados Unidos ingressar em uma etapa de grande crise política, pois a extrema-direita não vai “voltar para casa”, os movimentos populares certamente irão apresentar uma série de reivindicações com a vitória dos Democratas, acentuando a polarização.
Tudo isso ilustra o que está acontecendo em todos os países, pois o atual regime político não consegue conter o avanço da extrema-direita e, enquanto os trabalhadores não se colocarem a frente, a extrema-direita vai continuar avançando.

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