Estados Unidos x Irã
Donald Trump ameaça o Irã com um ataque direto. Tropas israelenses se preparam para possíveis ataques a interesses iranianos na região.
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U.S. President Donald Trump arrives to deliver remarks following the U.S. Military airstrike against Iranian General Qassem Soleimani in Baghdad, Iraq, in West Palm Beach, Florida, U.S., January 3, 2020. REUTERS/Tom Brenner
Donald Trump. | Foto: REUTERS/Tom Brenner

O presidente fascista dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar mudando de estratégia para se manter no cargo. Vendo que a sua estratégia de pedidos de recontagem e denúncias de fraudes nas eleições não se mostrou eficaz, Trump agora planeja dificultar qualquer tipo de transição para o governo, do não menos menos fascista, Joe Biden, através de uma guerra com o Irã.

O exército israelense, um braço armado dos Estados Unidos no Oriente Médio, se prepara para uma agressão ao Irã caso o Donald Trump decida atacar, de fato, o Irã. Entretanto, a situação é vista com cautela, pois uma guerra destas proporções tende a escalar os conflitos na região.

Donald Trump e seus comparsas estão a tentar, de alguma maneira, colocar a situação de modo que o Irã seja obrigado ou culpado por uma primeira agressão. Por isso, o governo norte-americano, aparentemente, descartou um ataque ao território iraniano, mas que pode atacar interesses iranianos e de seus aliados na Síria, no Iraque, em Gaza ou no Líbano.

Dentre os preparativos para uma possível guerra, deve-se ter atenção ao encontro entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ambos reacionários de primeira ordem. Os líderes dos dois estados discutiram, dentre outros pontos, um aliança contra o Irã.

As peças se colocam no tabuleiro do Oriente Médio para mais um banho de sangue patrocinado pelo imperialismo norteamericano. Não é absurdo algum prever que independentemente do resultado, espera-se um tensionamento ainda maior da região.

Como de praxe, o imperialismo norte-americano tenta sujar suas mãos ao mínimo, empregando, em larga escala, forças de países auxiliares e grupos locais. Os países que participam junto aos imperialistas não podem ser colocados, de fato, como aliados, já que sua relação com os Estados Unidos é mais uma relação de suserano e vassalos do que uma aliança.

Já com relação aos grupos locais, é bastante comum os Estados Unidos se aproveitarem das rivalidades regionais para financiarem grupos, transferindo armas, inteligência e treinamento, com o intuito de dar desestabilizar os governos locais. O resultado posterior desta política geralmente acaba tornando-se um problema para o próprio imperialismo, pois estes grupos, com o tempo, acabam adquirindo alguma independência e, em algum momento, acabam se tornando inimigos dos próprios imperialistas. O caso mais famoso destes foi o de Osama bin Laden, que foi treinado pelo imperialismo para derrotar a União Soviética no Afeganistão e, anos após, tornou-se um dos maiores inimigos dos americanos. Obviamente, enquanto estes grupos servem aos interesses imperialistas, são propagandeados como lutadores pela liberdade, porém, logo são passados ao papel de terroristas.

Voltando à política interna norte-americana, é claro que Trump tenta criar um “fato político” para criar empecilhos a transição – leia-se entrega – de governo a Joe Biden. Para isso, até uma guerra ele está disposto a criar.

Outro ponto que não pode ser descartado é que Donald Trump e seus aliados podem estar tentando atrair parte da burguesia, ligada a indústria de guerra e a Joe Biden, para si. Entretanto, é difícil ver como esta estratégia poderia mudar o resultado das eleições ou abrir caminho para reverter o quadro na Suprema Corte.

Além disso, Donald Trump parece ter sido bastante cuidadoso com os ataques ao Irã durante seu governo. Apesar das provocações abertas, a situação, que chegou a ficar bastante quente no início do ano, após o assassinato do General Qalem Soleimani, em Bagdá, capital do Iraque, nunca chegou a ponto do conflito flagrante.

Mais cedo este ano, os Estados Unidos atacaram o Irã por meio cibernético. A justificativa pelo ataque se deu como uma retaliação ao ataque a navios petroleiros sauditas no Golfo Pérsico em maio. O Irã nega a responsabilidade sobre o ataque.

Na imprensa iraniana, o jornal, em inglês, Tehran Times, colocou em sua capa, nas últimas semanas, um mapa com as bases americanas assinaladas e a frase “Back off!” (“Cai fora!”), em referência ao programa bélico iraniano. A manchete avisa que o Irã responderá a qualquer “aventura melancólica de Trump”.

Hossein Dehgahn, conselheiro do supremo líder iraniano, o Ayatollah Ali Kahmenei, e possível candidato a presidência iraniana nas eleições de 2021, coloca, em entrevista a Associated Press, que uma guerra, neste momento, não é do interesse do Irã. Entretanto, Dehgahn coloca que não negociará com o ocidente, de maneira alguma o programa de mísseis iraniano. Uma política correta, pois uma capitulação neste quesito poderia significar a total destruição do Irã pelo imperialismo em um período próximo, ainda mais se observarmos o longo histórico de guerras do próximo presidente americano, Joe Biden.

Apesar de não querer uma guerra, pois afirma que se tornaria em um confronto de larga escala, Hossein Dehgahn coloca que as forças iranianas continuam buscando a expulsão das tropas americanas da região como vingança ao ataque terrorista americano que matou o General Qassem Soleimani.

Em resumo, o que se tem, até agora, é as mesmas provocações e tensionamentos periódicos entre Estados Unidos e Irã. Entretanto, é possível, sim, especular que a situação tende a se acentuar assim que Biden, um governante mais flexível aos interesses da indústria de guerra, ascenda ao governo dos Estados Unidos.

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