Estado policial: preso por terrorismo afirma ser agente infiltrado da Abin

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Em dezembro do ano passado, 11 pessoas foram presas acusadas de promover o terrorismo no Brasil. A prisão foi baseada em investigações feitas em conversas nas redes sociais como o Whatsapp. Uma prisão totalmente ilegal por parte do governo golpista.

Não bastasse a prisão completamente ilegal, revelando a ditadura do regime golpista, reportagem do Estado de S. Paulo esse domingo revela que o único réu que ainda está na prisão pode ser um espião da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que foi infiltrado no grupo de muçulmanos que foram presos.

A alegação é do próprio réu, Welington Moreira de Carvalho, que em cartas e depoimentos alega ter recebido pagamentos mensais de agentes federais para fornecer informações da comunidade muçulmana do Rio de Janeiro. Essa infiltração teria ocorrido de 2014 até maio de 2017.

No dia da prisão, em 8 de dezembro, Welington teria enviado emails para a Abin pedindo ajuda. Nas cartas e depoimentos, ele conta em detalhes como foi foi contatado pelos agentes secretos e como funcionou a infiltração.

O caso revela que o Estado age contra o próprio povo. O regime golpista vai estabelecer um Estado ainda mais policialesco contra a população. A infiltração de elementos em quaisquer grupos é uma atividade ilegal e deve ser denunciada como parte do aprofundamento da ditadura do regime golpista.