Parasitas do Estado
Enquanto a pandemia do novo coronavírus impõe uma crise econômica e causa desemprego, Estados têm aberto o cofre para benefícios concedidos a procuradores, promotores e juízes
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A felicidade dos parasitas contrasta com o sofrimento do povo. Foto: Roque de Sá/Agência Senado |

Enquanto a pandemia do novo coronavírus impõe uma crise econômica e causa desemprego em todo o País, Estados têm aberto o cofre para benefícios concedidos a procuradores, promotores e juízes. A relação de privilégios inclui “bônus-covid” de até R$ 1 mil para promotores e procuradores de Mato Grosso, licença-prêmio a juízes do Pará, aumento salarial de servidores públicos e home office até janeiro para funcionários do Supremo Tribunal Federal (STF).

O aumento de despesas e a criação de regalias tem um alcance tal, que garante reajustes salariais até dezembro de 2021, a um grupo proporcional a sete de cada dez servidores em serviço nos Estados e municípios. Enquanto isso, 5,5 milhões de trabalhadores da iniciativa privada tiveram redução salarial e 50 milhões de informais pediram ajuda de custo de R$ 600 do governo federal.

O instituto da FGV aponta que a incerteza no comando da crise deixa o futuro nebuloso ainda para uma possível recuperação econômica em 2021. “A crise do covid-19 e a forma como se está lidando com ela, sem liderança e coordenação entre os poderes e os diversos níveis de governo, deixará uma herança ruim para quando a epidemia for controlada”, diz o instituto. “Além da profunda recessão e da lenta retomada da economia, que manterá o desemprego elevado por bastante tempo, teremos um quadro fiscal aterrorizante e uma descoordenação institucional que tornará muito difícil dar uma resposta adequada a estes desafios. Será um quadro de instabilidade política e econômica que dificilmente se resolverá até as eleições de 2022”, prevê o boletim do Ibre.

A herança colonial que se nos é imposta por uma burguesia saqueadora, preconceituosa, racista, tradicional e conservadora, faz com que vejamos cenários como o que distinguem os que são merecedores de uma vida nobre, e são remunerados por isso, mesmo que não trabalhem, dos que não são merecedores de uma vida nobre e deverão se acomodar na condição de serviçais dos outros, a nobreza brasileira. Em razão disso, quando vemos o “barco afundando”, como é o caso do Brasil nesses tempos de coronavírus, assistimos à burguesia e seus aspirantes exigir os direitos ao privilégio de classe nobre, e uma cota melhor da distribuição do butim após o saque consumado dos cofres públicos, o que justifica a concentração da renda na mão deles, e uma distribuição de migalhas para o restante da população, e que representa toda a classe trabalhadora, serviçais da burguesia, e que carregam o país nas costas e faz a roda da produção girar.

Pois é, saiu o absolutismo monárquico, e entrou a burguesia!!! E a classe trabalhadora tem pago um alto preço pelo seu desenvolvimento.

Exemplo bom dessa briga pelo butim, encontramos no Pará, quando o governador Helder Barbalho (MDB) depois de sancionar, nesta quinta-feira, 7, uma lei que garantiu a juízes estaduais o direito à licença-prêmio. O benefício, concedido a cada três anos de trabalho ininterrupto, tem efeito retroativo e pode ser pago em dinheiro aos magistrados. Como o benefício pode ser pago em valores retroativos a 2006, magistrados poderão receber até R$ 240 mil, segundo o Sindicato dos Servidores do Judiciário do Pará.

Outro exemplo desse roubo, vem do posto mais graduado, também do judiciário, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que, ao editar uma resolução autorizou o trabalho remoto de servidores da Corte até janeiro de 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus. O STF alega que a medida pretende prevenir a contaminação de funcionários do tribunal – que até a semana passada não havia registrado nenhum caso positivo.

 

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