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Em matéria publicada hoje, 22 de janeiro de 2018, no diário O Estado de S. Paulo, um articulista anônimo tenta convencer o leitor que todo aquele que defende o próprio direito à liberdade atenta contra a democracia.

A matéria, intitulada “A política do ressentimento”, já começa com uma insinuação: “Não há registro histórico de um regime autoritário que não tenha subjugado ao menos uma de duas instituições basilares da democracia: Justiça e imprensa independentes. Pois o sr. Luiz Inácio Lula da Silva põe ambas sob suspeição no Brasil.”

Não é preciso ser Lula para colocar a Justiça sob suspeita. A própria Justiça tem se encarregado disso e muito bem. Quando a “imprensa independente”, isso é coisa que não existe no Brasil. Marx dizia: “Só existirá liberdade de imprensa no dia em que o jornalismo deixar de ser uma profissão.” E o articulista que cultivou essa pérola sobre o regime autoritário é daqueles que não ousam dizer seu nome.

Mas o articulista não se contenta com pequenas lições de moral, e travestido de justiceiro, revela outra de suas jóias: “A concepção de um sistema de Justiça ao qual todos devem se submeter em prol da harmonia social é uma das mais brilhantes criações do gênio humano, pois eliminou a barbárie do justiçamento e nos trouxe um elevado estágio civilizatório.” Que maravilha! Pois é justamente o contrário: Não eliminou a “barbárie do justiçamento”, pois é desse mesmo justiçamento que Lula está sendo vítima. Um justiçamento instigado pela imprensa, que o articulista anônimo chama de independente, e que tem como carrasco uma Justiça covarde e autoritária.

Ademais, no Brasil não existe Justiça. O termo Justiça é como o termo Deus: só existe para dar esperança aos desesperados, àqueles que não podem contar com nada na vida. Justiça e Deus são mercadorias sem valor que o povo compra ao preço da própria liberdade.

E, para terminar, é preciso dizer que é inacreditável que um jornal que já teve entre seus quadros, ainda que em priscas eras, alguém como Euclides da Cunha, tenha coragem de escrever estas palavras: “Lula atenta contra a ordem democrática e isso, venha de onde vier – até de um mentiroso fanfarrão como ele –, é um perigo.”

Chamar Lula ou qualquer pessoa às vésperas de ser enforcado de mentiroso é o que atenta contra a democracia. Emitir um juízo, sobretudo em um veículo de comunicação de massa, não é outra coisa que exercício do arbítrio. Daqui, podemos concluir que quem atenta de fato contra a democracia é o jornal O estado de S. Paulo.

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