Estadão quer ver o sangue do povo

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Hoje em editorial O Estado de S. Paulo, porta voz da burguesia paulista, acusou as forças do Estado de “tibieza” perante a onda de protestos que a prisão de Lula provocou no Brasil.

A faísca para a incitação explícita ao aumento da repressão foi a ocupação pelo MTST do apartamento no Guarujá que está no centro da sentença Kafkiana de Moro.

O jornal defende veementemente a sentença alegando que o que prova a ocultação de patrimônio é exatamente a não comprovação da posse. Aplique-se isso a qualquer um do povo e logo teremos toda a população em masmorras.

O estado que é complacente na visão do Estadão é o mesmo que mantém no Brasil a terceira maior população carcerária do planeta, incluindo nessa massa esmagada grávidas e lactantes. O mesmo que produz índices altíssimos de assassinatos provocados por força policial. O mesmo que espanca violentamente estudantes e professores em protestos por benefícios para a educação. Enfim, um estado que promove incontáveis brutalidades contra o povo.

Um jornal que publica em editorial um chamado ao aumento dessa violência é obviamente inimigo do povo pobre do país e deve ser assim encarado por todas as forças populares e progressistas.