Preparando a ditadura
O jornal “O Estado de São Paulo” tentar criar um clima surreal, onde os partidos alijados do processo eleitoral seriam supostamente privilegiados, para poder então excluí-los
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Logotipo do jornal "O Estado de S. Paulo". | Fonte: Estadão.

O jornal “O Estado de São Paulo” é um dos jornais mais antigos do país, tendo sindo fundado em 1875. À medida em que a burguesia cafeicultora e industrial ganhou poder econômico e político na República Velha, o jornal se tornou o principal porta-voz desse setor.

O papel político desse jornal é uma expressão do papel social da burguesia brasileira, que foi incapaz de realizar até o fim uma revolução burguesa. Incapaz de romper com as amarras do imperialismo, passou então a desempenhar um papel cada vez retrógrado do ponto de vista político e social.

Ao longo do século XX, o jornal “O Estado de S. Paulo” se tornou porta-voz  do setor mais pró-imperialista da burguesia nacional, como a organização ruralista fascista UDN. Apoiou então ativamente manobras antidemocráticas como o golpe 54, que levou ao suicídio de Getúlio Vargas. E também foi o principal veículo impresso a sustentar a Ditadura Militar fascista de 1964-1985.

Mais recentemente, o jornal participou do golpe de 2016 contra a ex-presindenta Dilma Roussef, assim como na campanha difamatória para prender e retirar das eleições de 2018 o ex-presidente Lula.

Nesta semana, o papel retrógrado e antidemocrático do jornal se manifestou mais uma vez numa matéria publicada nesse dia 14 intitulada: “Partidos sem representação no Congresso gastam mais fundo eleitoral por candidato”. A matéria é um ataque cínico contra a esquerda e em especial, ao PCO. Nela o jornal procura apresentar um cálculo onde os candidatos do PCB, PCO, UP, PSTU etc seriam os candidatos com mais recursos do fundo partidário nessas eleições.

Para apresentar tal resultado estapafúrdio, o jornal se utilizou do fato de que esses partidos de esquerda não são legendas de aluguel, como é o caso da maioria esmadora dos partidos, e portanto, não vendem a sua legenda como um negócio pelo Brasil afora. Assim, naturalmente tais partidos apresentam uma menor quantidade de candidatos nas eleições. Baseando-se nesse cálculo, o jornal apresenta faz um malabarismo para apresentar esses partidos de esquerda como privilegiados, quando são de maneira evidente alijados do processo eleitoral.

Segundo o “Estadão”, justamente os partidos sem tempo na televisão e no rádio do horário eleitoral oficial, sem a  própria cobertura da imprensa burguesa monopolista, aqueles que não recebem doações empresariais, que estão excluídos da divisão de mais de 98% do fundo partidário etc, seriam os candidatos mais ricos. Uma afirmação verdadeiramente surrealista!

A matéria venal obviamente escondeu o fato de que os partidos burgueses, além de receberem uma quantia infinitamente maior de recursos do fundo eleitoral, são apoiados financeiramente pela burguesia, pelos esquemas de corrupção, pelo aparatos das máquinas públicas e pela própria imprensa capitalista, que tenta se apresentar como “isenta” de interesses. Com enormes aparatos eleitorais, compra de cabos eleitorais e de votos, e uma quantidade enormes de “pilantras” tentando conseguir uma “boquinha” no parlamento a qualquer custo, os partidos burgueses de direita sempre dominaram as eleições e, em especial, as eleições municipais.

Ao mesmo tempo em que a burguesia tenta quebrar a base eleitoral do PT e de Lula, procuram alijar totalmente do cenário eleitoral os demais partidos de esquerda para consolidar no país uma ditadura fascista.

Um fato curioso da matéria é que o partido mais atacado e inclusive em destaque na foto, o PCO, não foi sequer ouvido, ao contrário dos demais. O jornal demonstra ter clareza de que o PCO, mesmo sem ter uma máquina eleitoral, incomoda a burguesia e os seus planos para o desenvolvento do golpe de Estado no Brasil.

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