À serviço da burguesia
Boulos é o centro de toda a manobra para construir a esquerda que a direita gosta no Brasil
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Frente Ampla - Direitos Já
Alguns dos líderes da frente ampla que quer unir a esquerda com a direita golpista | Foto: Reprodução

Em São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) chegou ao segundo turno com os votos do PT, como resultado da enorme e escancarada propaganda realizada pela burguesia, destacadamente por meio de sua venal imprensa e dos seus institutos de pesquisas, que procuravam impor como realidade a sua vontade, ou seja, de que o PT não tinha chances de se ‘classificar’ para o segundo turno, apenas Boulos.

O próprio resultado eleitoral, no qual o candidato petista teve quase 9% dos votos, depois do desvio do voto ocorrido para o “candidato com chances”; quando na pesquisa ficou entre 1 e 6%, comprovou a operação fraudulenta.

O mesmo se deu no Rio de Janeiro, onde Benedita da Silva tinha condições de ir ao segundo turno, mas PDT, PSOL etc. junto com toda a imprensa capitalistas armaram um boicote, inclusive, com campanha de setores que apoiaram Boulos (como Caetano Veloso) fazendo campanha pelo “voto útil” na ex-chefe de Polícia do governo Cabral, Marta Rocha, do PDT que chegou a ser cogitada como candidata a vice do candidato do DEM, mas que foi lançada candidata para, assim, executar melhor a função de desviar votos da esquerda e impedir que o PT chegasse ao segundo turno.

Nesses e em muitos outros episódios colocou-se como em prática dois objetivos fundamentais da direita golpista nas eleições: isolar Bolsonaro e o PT, isto é, isolar “os extremos”, o que deixa o caminho aberto para os “moderados”.

O que a eleição demonstrou é que há um movimento muito forte para a esquerda. A burguesia precisa trabalhar nesse sentido e precisa de métodos duros contra a classe operária para controlar a situação. Seja com um governo fascista, seja com um governo de extrema direita com aparência institucional. Doria e o controle que o PSDB tem sobre o estado de São Paulo é um exemplo.

Boulos é o centro de toda a manobra para construir a esquerda que a direita gosta no Brasil. Pretendem, com Boulos, substituir todas as lideranças do PT, em primeiro lugar, o próprio Lula.

Isto porque Lula é o dirigente do partido de esquerda mais ligado ao movimento operário e popular. Um ataque a ele é um ataque a todos ligados a esse movimento. Boulos é um elemento pequeno-burguês que apoiou o golpe (estando à frente da campanha direitista “Não vai ter Copa”) e que sempre atuou para desarmar a esquerda em seus enfrentamentos fundamentais contra o golpe (defendendo a prioridade da luta “contra os ajustes de Dilma” em oposição à luta contra o golpe e negociando com a PM/Doria, o fim das manifestações na Paulista pelo fora Bolsonaro que colocaram os fascistas para correr).

É preciso mostrar, a cada momento, o que significa a colaboração com a burguesia. Boulos representa a tentativa de fazer com que a esquerda pequeno-burguesa predomine totalmente sobre os trabalhadores. É o candidato da pequena burguesia e até de um setor da burguesia. A ponto de merecer elogios jamais dispensados a um candidato da esquerda como se viu, por exemplo, no editorial do reacionário O Estado de S. Paulo, do último dia 22:

Guilherme Boulos, do PSOL, mostrou-se amadurecido. Deixou de lado o figurino de agitador que marcou sua carreira como líder dos sem-teto de São Paulo para agregar apoio a seu projeto político, o que foi suficiente para se viabilizar como um candidato de esquerda competitivo numa cidade que desde as eleições de 2016 repudia fortemente o PT e tudo o que o lulopetismo representa… certamente será, assim, um nome forte da esquerda em disputas futuras, despontando como líder de uma reorganização dos partidos que até há pouco orbitavam o PT e Lula da Silva“.

Em tais condições o PCO deliberou em sua 31a. Conferência Nacional, Conferência João Alberto e João Cândido, encerrada no último domingo, não votar nos candidatos da esquerda pequeno burguesa que  não estão ligados à classe operária, como Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D’Ávila, Marília Arraes (PT), que  não representam os interesses dos trabalhadores diante do necessário enfrentamento com a direita.

Um voto de classe, de um partido operário, não pode ser definido com base na ideologia, mas sim em relações concretas. Um partido operário pode chamar a votar em um candidato que não tenha a sua ideologia, se o candidato ter condições de contribuir com o desenvolvimento da luta de classes da classe operária.

O voto nas candidaturas pequeno-burguesas indica que a pequena burguesia tem o direito e o privilégio de controlar politicamente a classe operária, o que não pode ser apoiado.

Trata-se de defender a independência de classes, assim como pregava o lema do PCO na campanha eleitoral: trabalhador vota em trabalhador, quem bate cartão não vota em patrão.

Essa posição visa também armar o Partido para, depois das eleições, intensificar a campanha pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas e o imperialismo e impulsionar a luta pela candidatura presidencial de Lula – um verdadeiro divisor de águas na etapa atual – começando pela luta pela restituição dos seus direitos políticos.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas