Essa é a política dos golpistas: milhões de professoras terão previdência roubada por Bolsonaro

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Mulheres que trabalham na educação serão as mais prejudicadas se projeto de reforma da previdência de Bolsonaro for aprovado. Entre os mais 2,5 milhões professores brasileiros que atuam na educação básica, 85% são mulheres. Esse dados constam no censo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Porém, a proposta de Reforma na Previdência apresentada na PEC 6/19 (Proposta de Emenda à Constituição), desconsidera todas as peculiaridades da profissão de professor, como as condições exaustivas e o trabalho considerado penoso. Além disso, a proposta representa um duro ataque ao direito das mulheres professoras de se aposentarem. No mês em que se comemora o dia da mulher, esse foi o presente de Bolsonaro.

Atualmente, a idade mínima é de 55 anos com 25 anos de contribuição. Bolsonaro pretende aumentar para a mesma idade mínima que estão submetidos os professores, 60 anos com e 30 de contribuição. Para atingir o valor integral da aposentadoria o tempo de contribuição é de 40 anos. Na prática, a proposta pretende que alguns professores e professoras continuem trabalhando com mais de 70 anos.

No caso da professoras que trabalham na iniciativa privada a coisa é ainda pior, igualando a idade mínima com os homens em 60 anos, entretanto a idade mínima para as mulheres foi acrescida em 5 anos, chegando a 25 anos. Vale lembrar que 25 anos de contribuição significam mais tempo do que a mera passagem de tempo, já que para contribuir o trabalhador precisa estar empregado, de preferência com carga cheia de aulas e não pode passar por nenhum afastamento por saúde.

De acordo com estudos indicados pela APEOESP (Sindicato do professores do ensino estadual de São Paulo), as atividades de ensino estão associadas a uma série de doenças que levam a afastamento do trabalho. Dentre estas doenças, são comuns transtornos psíquicos, problemas no aparelho respiratório e nos ossos. Para a APEOESP a proposta é um ataque brutal ao direito das professoras e deve ser combatida. Todos os professores e professoras devem dizer não a proposta de destruição da previdência.