Frente “amplíssima”
Guilherme Boulos demostra uma irritação pelas criticas constantes de setores da esquerda em relação a tentativa de direitistas como Felipe Neto em se passar por opositor
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Felipe Neto | Foto: Reprodução
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Felipe Neto | Foto: Reprodução

Em mensagem nas redes sociais o ex-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, postou mensagem fazendo profissão de fé pela Frente Ampla, defendo que na referida frente cabe até mesmo o youtuber direita notadamente antipetista e anti esquerda Felipe Neto.

“Se na frente ampla de alguns não cabe nem o Felipe Neto, então melhor chamar de frente apertada… O ressentimento não é um bom guia. Ainda menos em tempos de fascismo.” (https://twitter.com/GuilhermeBoulos)

A política de frente ampla da esquerda oportunista fomenta a aliança com a burguesia, entre outros com os golpistas Rodrigo Maia e FHC, e em nome da “ vida” inclusive com os governadores de direita, como Dória e Witzel. Essa política de conciliação de classes com os inimigos dos trabalhadores se manifesta com bastante intensidade a partir do pretexto de “ unidade de todos contra Bolsonaro”, que tem o governador do Maranhão, Flávio Dino do PCdoB um dos principais propagadores.

Enquanto, a frente ampla é a consequência da política da direita do PT e o PCdoB de acomodação com os golpistas a chamada “virada da página do golpe”, a direita tradicional busca limpar a ficha corrida e o PSOL envereda por uma maior integração ao regime político. A participação do Psol é um complemento, digamos assim de “esquerda” de uma frente oportunista com setores da direita, que promoveram o golpe de Estado em 2016, e foram responsáveis pela chegada de Bolsonaro à presidência em 2018.

Na mensagem, Guilherme Boulos demostra uma irritação pelas criticas constantes de setores da esquerda, incluindo parte dos seguidores, em relação a tentativa de direitistas como Felipe Neto em se passar por “novos opositores” e “defensores da democracia”. Boulos atribui esta rejeição a uma maior acolhida por parte da esquerda dos recém- ingressos nos embates com os bolsonaristas, como fruto de um sentimento negativo, o ressentimento.

Como afirma, o dirigente do PSOL “O ressentimento não é um bom guia. Ainda menos em tempos de fascismo”. Como não poderia deixar de ser, a afirmação elevada, tem um conteúdo político, nada elevado, não se trata de combate ao fascismo, nem é uma campanha pelos bons modos, mas visa uma abertura para uma frente com todos os representantes da direita que são cortejados para frente ampla.

A apreciação contra o ressentimento e ao veto ao famoso youtuber, bem como a defesa da inclusão de personalidades conservadoras na frente, que precisa caber tudo mundo para ser ampla e não restrita ou “apertada”. Essa defesa, não diz respeito ao Felipe Neto apenas, mas sobretudo aos políticos burgueses. Boulos raciocina da seguinte forma, é preciso apagar as memórias de demarcação política decorrente da polarização política, é preciso abandonar o ressentimento, e construir uma frente ampla.

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