Frente ampla na prática
Na ânsia de atingir seus objetivos mesquinhos, esses setores não vacilaram em lançar mão de uma série de sabotagens e operações tipicamente direitistas.
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Faixa preparada pelos torcedores da Gaviões da Fiel | Foto: reprodução

Uma operação coordenada pela direita em cooperação com elementos da esquerda está em marcha. Trata-se da frente ampla – um consórcio entre a esquerda e a direita para fins eleitorais.

Desde que setores da esquerda nacional decidiram embarcar nessa apolítica, viram-se obrigados a conter a tendência de mobilização das massas, como é o caso das torcidas organizadas. Na ânsia de atingir seus objetivos mesquinhos, esses setores não vacilaram em lançar mão de uma série de sabotagens e operações tipicamente direitistas.

Marcando uma nova etapa de lutas, o dia 31 de maio deus um impulso à mobilização iniciada semanas antes pelos Comitês de Luta e pelo PCO, junto com outros setores da esquerda, ampliando uma série de atos que tomariam conta das ruas em todo o país. Uma marcha sob a palavra de ordem “democracia” acompanhava gritos contra o fascismo e a ditadura. Os ataques de Bolsonaro e seus asseclas contra a população ganharam uma forma ainda mais definida com as luzes de emergência da pandemia. O que antes mantinha-se em relativa dormência passara a revelar-se como uma tendência generalizada de tomada das ruas. Sob a penumbra da realidade social via-se os raios da luta de classes ganhando espaço e refletindo a energia das massas.

Pode-se dizer, com absoluta tranquilidade, que as manifestações contra a extrema-direita deslocaram o eixo político à esquerda. Essa agudização, com efeito, levou amplos setores da direita a buscarem uma solução imediata. Ora, a tomada das ruas poderia não somente expulsar a extrema-direita das ruas, mas colocar todo o plano da direita golpista por água abaixo. O desenvolvimento das manifestações, invariavelmente, elevariam o moral das massas e colocariam o regime de Bolsonaro em xeque. Era preciso, portanto, utilizar um meio de refratar os raios que deram ânimo às massas, para isso veio a frente ampla e sua política de conter a mobilização.

A manobra dos “frente amplistas” precisava impedir que a mobilização das torcidas tomasse o contorno definitivo de uma rebelião popular contra o governo golpista. Os acordos políticos feitos por cima, isto é, realizados entre os partidos de direita, os de centro esquerda e até alguns de esquerda exigiam algo mais. Era preciso distorcer completamente a mobilização, cooptar elementos oportunistas para que fosse realizada uma adesão às cores tradicionais da direita golpista – o verde e amarelo. Esses elementos, fisgados pelo anzol do carreirismo parlamentar, iniciaram uma verdadeira cruzada contra as bandeiras vermelhas, contra tudo que pudesse servir como entrave para a tomada das manifestações pelos elementos da Frente Ampla.

Além de servir como um freio, reduzindo a velocidade dos acontecimentos, a frente ampla direciona toda a energia das massas para a política da direita golpista. Em São Paulo, essa tentativa é ainda mais evidente. No último domingo, 28, em ato da esquerda na Avenida Paulista, setores ligados à frente ampla buscaram ofuscar a luta das massas e impor a política da direita. Sob a fumaça verde, azul e amarela dos fogos de artifício, definia-se a aquarela da direita. A obra estava pronta – porém pintada com os pincéis e as mãos de elementos da própria esquerda. Devemos, sobretudo, destacar que esse movimento antipopular nada tem a ver com as torcidas que se colocaram em choque contra a extrema-direita.

Esse movimento oportunista está diretamente ligada a Guilherme Boulos, dirigente do MTST e ex-candidato presidencial do PSOL. A assinatura do quadro precisava de um pseudônimo; logo os defensores da frente ampla lançaram mão do “Somos democracia”. Não é preciso muito esforço para perceber o quão antidemocrático é esse movimento. Ao proibir bandeiras de partidos de esquerda o vermelho nos atos, os lacaios da direita colocam-se como apêndices da polícia. Diferente dos gritos das torcidas exigindo “democracia”, os dirigentes do “Somos democracia” se colocam frontalmente contra as liberdades democráticas do povo.

Em total descompasso com o movimento popular, esse consórcio realizado entre a direita e a esquerda objetiva impedir que os trabalhadores e a juventude ganhem as ruas e, desta forma impor a política de colaboração com a direita da frente ampla.

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