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Mobilização

Esquerda decide sair às ruas dia 29 de maio

Enquanto a burguesia golpista não for colocada contra a parede, a crise econômica e sanitária só se agravará

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Ato de primeiro de maio – Foto: Diário Causa Operária

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Pela primeira vez desde o início da pandemia, o conjunto da esquerda nacional, incluindo a CUT, o MST e várias organizações do movimento popular decidiram convocar um ato nacional. A proposta foi aprovada na III Plenária Nacional de Organização das Lutas Populares, com a participação de mais de 400 dirigentes e ativistas que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entre outras entidades. O calendário de lutas contará com mobilizações em defesa dos Correios no dia 16, um ato em Brasília, junto ao Congresso Nacional para pressionar pelas reivindicações, convocado pela CUT e demais “centrais” sindicais no dia 26 e, finalmente, um dia nacional de mobilizações de rua em todo o País.

A iniciativa não poderia vir em hora mais oportuna. A pandemia, cujo fim ninguém sabe quando será, já causou uma destruição inacreditável no País. São quase meio milhão de mortos segundo os dados oficiais e mais de um milhão segundo vários especialistas. Ao mesmo tempo, 60% da população não se alimenta de maneira adequada, sendo que 58 milhões de brasileiros estão passando fome. E o que é ainda pior: os capitalistas não estão minimamente interessados em frear essa crise que já se tornou humanitária.

A destruição do País acontece por motivos econômicos muito bem estabelecidos. A direita deu o golpe de Estado em 2016 porque a crise econômica mundial exige dos bancos uma política muito mais agressiva contra a população. E como essa crise apenas se aprofundou, essa necessidade é ainda maior. Junto a isso, a gastança que está sendo promovida pelo governo Biden, nos Estados Unidos, terá de ser paga por alguém. E esse alguém, para o imperialismo, é sempre os países atrasados, onde a classe operária é mais desorganizada. Para bancar o pacote de infraestrutura do governo Biden, portanto, está no cálculo dos banqueiros destruir a infraestrutura brasileira.

Dizer que as condições de vida do povo caíram drasticamente durante a pandemia corresponde a dizer, portanto, não que um incidente sanitário, caído dos céus, tornou a vida dos brasileiros um inferno, mas sim que a direita avançou no regime político. A desgraça do povo é a graça da burguesia, é sua corrida pelo lucro.

Até o momento, a burguesia conseguiu avançar porque encontrou pouca reação organizada. O povo, quando se vê pressionado por questões materiais, tende a se rebelar, e tem se rebelado. Os saques são cada vez mais frequentes, os enfrentamentos com a polícia também. O que faltou, no último período, foi organizar essa revolta. Com exceção do PCO e dos comitês de luta, que desde o primeiro dia da pandemia estiveram travando uma luta tenaz para denunciar os crimes da direita golpista, o conjunto da esquerda nacional adotou a palavra de ordem de “fica em casa”. É hora, portanto, de deixar esse passado de cumplicidade com a destruição do País para trás.

O ato de primeiro de maio, organizado pelos comitês de luta, pelo PCO e outras organizações, mostraram o caminho da mobilização. Mostraram não só que a mobilização é possível — isso, inclusive, já havia sido demonstrado —, mas, principalmente, que a mobilização é uma tendência. É aquilo que os trabalhadores estão esperando.

Que todas as organizações do povoo trabalhador venham às ruas no dia 29 de maio. Que tragam suas bandeiras, inundem as ruas de vermelho e faça a burguesia tremer. Que ouçam em claro e bom som que a paciência do povo acabou e que ele não dará sossego enquanto não houver vacina para todos, emprego com redução de jornada, um salário mínimo vital e um auxílio emergencial que corresponda às necessidades da população.

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