Santos alcança sua sexta vitória e assume liderança isolada do “Paulistão” 2019

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O time mais ajustado e que vem praticando o melhor futebol do campeonato estadual paulista, o Santos, venceu mais uma partida ontem, quando derrotou o Guarani, no Pacaembú, pelo placar de 3 x 0. Quase 15 mil torcedores compareceram ao velho e tradicional estádio da capital paulista, em plena segunda-feira, para prestigiar não só o time, mas para assistir ao bom futebol que a equipe vem jogando na mais difícil competição regional de clubes do país.

A partida marcou o complemento da sétima rodada do Paulistão 2019 e o resultado confirmou o “Peixe” como o time de melhor campanha no certame. O Santos lidera o grupo A, tendo chegado aos 18 pontos com o resultado diante do Guarani. O vice-líder do grupo é o Red Bull Brasil, que soma 14 pontos. A campanha do time praiano registra seis vitórias e 1 (uma) derrota, quando foi goleado pelo Ituano pelo placar de 5 x 1.

Na partida, o Santos somente conseguiu abrir o placar aos 37 minutos da etapa inicial, pois até este momento o time vinha tendo suas principais jogadas em direção ao gol neutralizadas pela forte marcação exercida pelo adversário e também pela má execução das jogadas do seus homens de ataque. Jean Mota, o nome do jogo, aproveitou uma bola vinda do lado direito do ataque santista e só teve o trabalho de encostar o pé esquerdo para empurrar a bola para as redes.

No segundo tempo, o time de Campinas foi obrigado a adotar uma outra tática, amenizando a forte marcação que vinha exercendo no primeiro tempo e saiu para tentar reverter a desvantagem. Mas o ataque do Guarani pouco criava diante da bem postada linha de marcação santista, iniciada com os volantes Alison e Diego Pituca. A defesa, quando precisou intervir, mostrou-se segura, sem vacilar. O segundo gol veio novamente através de Jean Mota, que cobrou uma falta pelo lado direito do ataque e contou com a colaboração do goleiro adversário, que vacilou no lance, pois a bola era defensável. Com dois a zero no placar o Santos passou a administrar o resultado. Mas ainda havia tempo para a ampliação do marcador e o terceiro gol surgiu aos 45 minutos, numa bola alçada à área vinda do lado esquerdo, com Rodrygo só escorando de cabeça para fechar o placar e garantir mais uma vitória para o Santos.

Os santistas voltam a campo desta vez no sábado, quando terão pela frente o Palmeiras, num dos clássicos regionais mais importantes do estadual. A partida terá mando de campo dos palmeirenses e será realizada no campo do adversário com horário previsto para as 19h.

Jogadores do Fluminense fazem greve em protesto pelo atraso nos salários

O treino da terça-feira que o tricolor carioca realizaria como preparatório para a partida contra o Bangu na próxima sexta-feira, válida pela primeira rodada do returno do desorganizado campeonato estadual do Rio de Janeiro e que marcará também a estréia da principal contratação do clube para a atual temporada, Paulo Henrique Ganso, não aconteceu. Os jogadores se reuniram no vestiário minutos antes e decidiram não entrar em campo para realizar o treinamento. O motivo declarado pelos atletas do clube é o atraso no pagamento dos salários de janeiro e outras dívidas pendentes que o clube tem com os jogadores, como o 13º (2018) e também uma premiação relativa ainda à Copa do Brasil do ano passado, além de direitos de imagem.

Procurado para se pronunciar, o técnico Fernando Diniz declarou que foi “uma posição do grupo. Não é de uma pessoa, uma liderança ou duas. Eles fizeram o que é feito normalmente antes do treinamento. O que não aconteceu foi a ida ao campo. Apenas me comunicaram. Acompanho o dia a dia e sei das pendências.” (ESPN, 19/02). Já o diretor de futebol, Paulo Angioni, foi enfático ao dizer que compreende a situação mas não se comprometeu em resolver as pendências. “Ainda não temos essa solução e estamos buscando. A gente fica triste, mas compreende em função do que temos de pendência com eles. Não fizemos promessa. Se não temos certeza que podemos realizar, não podemos fazer. Eu não fiz, pelo menos.” (idem, 19/02).

A situação de descalabro financeiro e administrativo atravessada pela maioria dos clubes brasileiros é o reflexo da crise que atinge em cheio o conjunto do regime político burguês pós golpe, marcado pela mais completa falência das instituições pseudo-representativas da democracia de fachada existente no país, completamente esmagada diante dos interesses do imperialismo e do grande capital internacional.