Governo ilegítimo de Bolsonaro ataca também o futebol

CEF - patrocínio

Se valendo de um discurso supostamente moralizador e de combate à corrupção, os corruptos golpistas do fraudulento governo Bolsonaro estão neste momento com suas baterias dirigidas contra o futebol brasileiro.

Durante a posse do novo presidente (Paulo Guimarães) da Caixa Econômica Federal, – instituição que já foi anunciada como uma das ‘privatizáveis” pelos neoliberais entreguistas de Bolsonaro -, o ministro Paulo Guedes, o ‘Posto Ypiranga” da economia, declarou que “às vezes, é possível fazer coisas cem vezes melhores com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol”. Ainda de acordo com o “Chicago Boy”, “não será tolerada a compra de influência através de publicidade desnecessária” (ESPN, 08/01).

A situação de penúria atravessada por vários clubes brasileiros, em função da gestão fraudulenta e corrupta dos cartolas – incluindo aí alguns dos chamados grandes – tem no patrocínio estatal da Caixa Econômica Federal uma forma de garantir a sobrevivência não só do próprio clube, como também a manutenção de atletas atuando por grandes equipes. O fim do patrocínio poderá gerar uma situação de falência e fechamento de portas de muitos clubes. Estima-se que um total de 25 clubes estariam “órfãos” se o patrocínio fosse retirado. Em cifras, “isso poderia significar um rombo de R$ 127 milhões no futebol brasileiro” (Idem, 08/01).

É claro que esses recurso não seriam destinados a nenhum programa de maior relevância social, mas se destinariam a reduzir o chamado déficit público e garantir os lucros bilionários dos banqueiros e outros grandes monopólios que o governo golpista representa.

O governo bolsonaro nada mais é do que um amontoado de larápios corruptos e golpistas que ascenderam ao poder mediante a maior fraude que a história político-eleitoral do país já conheceu. O objetivo da burguesia e do imperialismo, ao conferir apoio a um governo fraudulento e que não tem o apoio da maioria da nação, é esfolar e cortar fundo na carne da população; atacar de forma profunda a economia nacional e impor, de forma impiedosa aos menos favorecidos, o ônus da crise histórica do capitalismo.

Não somente as torcidas dos clubes ameaçados pelo fim do patrocínio, mas o conjunto da população explorada do país deve sair às ruas para exigir o fim do governo Bolsonaro, inimigo da população e dos trabalhadores. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!