UEFA ensaia punição a um gigante do futebol europeu. Será mesmo?

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A entidade européia que controla o futebol do velho continente (UEFA), declarou, através do seu presidente, Aleksander Ceferin, que a entidade estuda a possibilidade de adotar uma severa punição a um dos gigantes do futebol europeu, o time inglês Manchester City.

O milionário clube da cidade de Manchester, controlado por um grupo dos Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi United Group) pertence, na verdade, ao sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan. O nababo árabe vem investindo somas bilionárias no clube, desde quando o comprou em 2008. Os aportes astronômicos de dinheiro do mundo árabe fizeram com que o time rapidamente alcançasse o topo não só conquistando títulos nos gramados, como também em arrecadações milionárias entre premiações na Premier League, contratos comerciais, cotas de TV e outras receitas.

Toda essa movimentação gigantesca de dinheiro despertou a atenção do disputado mercado europeu do futebol. A revista alemã Der Spiegel fez veicular, recentemente, denúncias sobre violação de regras do chamado fair play financeiro por parte do clube inglês, depois de informações reveladas pelo Football Leaks. “De acordo com Ceferin, a investigação aponta para um “caso concreto”. A Uefa acredita que a integridade de uma das principais regras da entidade está em risco, e que sanções esportivas são a única resposta apropriada, caso o episódio seja confirmado” (ESPN, 04/12).

Por ocasião da primeira denúncia publicada pela revista alemã, a UEFA buscou fazer “vistas grossas” para o caso, pois havia também a suspeita de que outros gigantes do futebol europeu (PSG, também financiado pelos árabes) pudessem estar envolvidos na violação do fair play. Neste momento, no entanto, por razões ainda não muito claras, a entidade parece estar disposta a levar adiante a punição ao Manchester City. Os dirigentes europeus falam inclusive em banimento do time das competições do continente na próxima temporada de 2019. “A investigação aponta para um ‘caso concreto’. A Uefa acredita que a integridade de uma das principais regras da entidade está em risco, e que sanções esportivas são a única resposta apropriada, caso o episódio seja confirmado” (idem, 04/12).

A Uefa pode estar sendo levada a ir além do que gostaria de ir neste episódio, em função das flagrantes evidências de violação e irregularidades financeiras praticadas pelo time inglês do Manchester City. Está claro também que em um lucrativo e disputado mercado, onde somas astronômicas são movimentadas, a pressão dos concorrentes funciona como um dos elementos que motiva a entidade européia a adotar sanções contra os clubes que maculam os códigos de conduta dos acordos informais (fair play) que regem o futebol do velho continente. É esperar para ver.