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Pernambuco

Esperar Bolsonaro aprovar a vacina é prosseguir genocídio

O governo do estado de Pernambuco anunciou que vai esperar a autorização do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido), que controla a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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Vacina Sputnik V – Divulgação/ Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF)

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O governo do estado de Pernambuco anunciou que vai esperar a autorização do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido), que controla a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para negociar com a Rússia a questão da vacina do coronavírus. O governo do Paraná afirmou que assinará um convênio com a Rússia para a produção da imunização. O presidente Vladimir Putin anunciou o registro da primeira vacina do mundo, batizada de Sputnik V.

O secretário estadual de Saúde, André Longo, disse que “Saudamos a iniciativa da realização russa, mas é preciso ter muita prudência em relação a essa vacina, para não criarmos falsas expectativas. Há necessidade de avaliação pela comunidade internacional dos ensaios clínicos que foram desenvolvidos para a validação dessa vacina. Em princípio, a gente precisa aguardar mais detalhes sobre esse anúncio da vacina russa e aguardar as próximas manifestações (…) A gente não pode, em nenhum momento, deixar de dizer que obrigação e coordenação desse processo de imunização é do governo federal. É de responsabilidade dele e da Anvisa a possível importação de um insumo como a vacina”.

O secretário municipal de saúde da Prefeitura de Recife, Jailson Correia, apontou que há que insegurança em relação a vacina e sua efetividade. Disse que serão necessários mais estudos e testes para que se alcance uma segurança sobre a questão.

O governo Bolsonaro, um capacho do imperialismo mundial, pretende deixar a população morrer e garantir os ganhos dos monopólios farmacêuticos que querem lucrar com o registro da vacina. Os russos estão sendo boicotados por parte dos monopólios farmacêuticos, sediados nos principais países imperialistas, interessados em patentear o medicamento. Ao fim, trata-se de uma questão econômica.

O desenvolvimento da situação evidencia que a burguesia não tem qualquer preocupação com a pandemia e as condições de vida e saúde da população. Os monopólios farmacêuticos se interessam em controlar o mercado mundial, que lhes garante ganhos astronômicos. Segundo sua maneira de ver as coisas, um país atrasado não tem o direito de desenvolver medicamentos e comercializá-los, avançando assim sobre os mercados de propriedade do consórcio de países imperialistas.

É digno de nota o fato de que os países imperialistas não foram capazes de desenvolver a vacina, o que demonstra o grau de decadência destes. O sistema do capitalismo imperialista se deteriora e se mostra incapaz até mesmo de socorrer a população dos países mais ricos e desenvolvidos. O domínio da burguesia sobre a economia mundial é uma ameaça para toda a humanidade.

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