Roubo
Ávidos pelos astronômicos lucros da estatal brasileira, especuladores da bolsa de Nova York vivem às custas da exploração do povo desse país

Por: Redação do Diário Causa Operária

Adepto da política implementada pelo governo golpista do fascista Bolsonaro, bem como sua trupe, a exemplo do neoliberal, banqueiro e atual ministro da economia do governo, Paulo Guedes, o Chicago Boy Roberto Castello Branco, o presidente demitido da Petrobrás, cuja substituição  pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna, foi anunciada recentemente, reafirma a atitude do governo de entregar tudo para os especuladores internacionais e, fazer com que os preços de combustíveis estejam sempre bem elevados para, desta forma, obterem maior arrecadação.

Roberto Castello Branco, cuja demissão foi anunciada na última sexta-feira (19), mas continua no cargo até que o conselho de administração da estatal referende seu sucessor, se vangloria da estatal ter obtido um lucro, no quarto trimestre de R$ 59,9 bilhões e que o mesmo é o maior já registrado por uma empresa brasileira, segundo a consultoria Economática. Um montante produzido à base de extorsão ao povo brasileiro que está pagando mais de R$ 5,00 pela gasolina e mais de R$ 100,00 pelo botijão de gás, para sustentar os especuladores da bolsa de valores.

O presidente da Petrobrás que, ao longo de seus dois anos na estatal, se empenhou na entregar todas as refinarias do país, bem como os demais ativos, seguindo a orientação de seu chefe, o fascista Bolsonaro. Ele disse à imprensa que o

“petróleo é commodity, cobrada em dólar, não há como fugir”. “A empresa ainda é muito endividada, em dólar; como conciliar com receita em real?”

E acrescentou que

“se o Brasil quer ser uma economia de mercado, tem que ter economia de mercado”. “Preços abaixo do mercado geram consequências negativas.”

 

Privatizações

 

Roberto Castello Branco afirmou ainda que

“a Petrobras está numa trajetória excelente para cumprir com nosso objetivo de ser a melhor companhia de petróleo e gás do mundo em geração de valor para os acionistas”.

No segundo semestre de 2020, o presidente da Petrobrás deu entrevista ao  O Estado de S. Paulo, dizendo que iria entregar tudo, ficando apenas como o pré-sal. Mentiu descaradamente, pois o governo, capacho do imperialismo, principalmente o norte-americano, não está medindo esforços para roubar esse patrimônio do povo brasileiro, devido ao enorme lucro que a estatal proporciona aos abutres internacionais, a exemplo de George Soros, um dos principais especuladores na bolsa de valores e maior acionista da empresa brasileira, bem como, o irmãos Kooks.

Desse período para cá, o fascista Bolsonaro anunciou a entrega de varias unidades da empresa. Tanto em dezembro de 2020, como no início desse ano, já foram leiloadas pelos capachos do imperialismo a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), bem como 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote, que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabunas).

De acordo com a direção entreguista da Petrobrás “os processos competitivos para venda da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, continuam em andamento visando à assinatura dos contratos de compra e venda”.

De acordo com estudo da PUC do Rio de Janeiro, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras, a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade. A Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais. De acordo com pesquisadores.

Anteriormente Castello Branco foi responsável por vender ativos importantes para o negócio da Petrobras, como a BR Distribuidora, a Liquigás, campos de petróleo e gás natural, transportadoras de gás natural, como a TAG, termelétricas e usinas eólicas. O objetivo de sua gestão foi transformar a maior empresa do Brasil numa mera produtora e exportadora de petróleo, destruindo seu grande potencial de refino e distribuição.

 

O lucro para os especuladores e a conta para o povo brasileiro

 

Só neste começo de ano a Petrobrás já reajustou os preços nas suas refinarias quatro vezes. Com isso, diesel e a gasolina acumulam alta de 27,5% e 34,8%, respectivamente, em 2021, o gás liquefeito de petróleo, o popular gás de cozinha, teve seu majoração em preço em 5%. O país inteiro paga a conta para que o especulador estrangeiro lucre com isso. Toda a cadeia produtiva, caminhoneiros, Uber, supermercado… todo mundo paga a conta dos milionários e eles ainda dizem que a Petrobras não tem que sustentar a nação.

 

Chantagem dos investidores

 

Diante da atitude do fascista Bolsonaro, que está entregando a empresa em lotes, mas que, também está preocupado com as eleições de 2022, e retirou da presidência da Petrobras o Chicago Boy Roberto Castello Branco, representante dos especuladores e acionistas da empresa, adotaram como forma de repúdio, descapitalizar a empresa e suas ações despencaram. A troca de comando da direção da Petrobrás repercutiu em perdas momentâneas de R$ 102,5 bilhões, procurando sinalizar  uma desconfiança nos rumos que serão tomados por essa direção. Para eles que estavam obtendo enormes somas com o homem da escola de Chicago, agora estão reticentes, mesmo que o plano de Bolsonaro siga os mesmos rumos, os quais são seu objetivo.

 

Sob o controle dos trabalhadores

 

A política de Bolsonaro não representa um enfrentamento real com os especuladores e sua politica de expropriação do povo brasileiro.

Para impor a soberania nacional e os interesses do povo brasileiro, todas as unidades da Petrobrás devem ser reestatizadas, seu controle deve ser colocado nas mãos dos trabalhadores, sob o controle operário, retirado  das mãos dos especuladores.

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