A ANCRA, agência de classificação de crédito russa, divulgou no dia 23 de julho, estudos que apontam para um cenário catastrófico para a economia no final de 2019. Ano passado as previsões da imprensa burguesa apontavam que a crise seria no início do ano.
As tensões econômicas entre os EUA e a China, bem como as sanções que os norte-americanos estão impondo para o Irã e México, pintam um cenário cada vez mais explosivo para a já instável economia mundial.
Diversos economistas estão anunciando que pode ocorrer um acontecimento negativo que desencadeie uma crise generalizada nos países desenvolvidos (ao estilo do estouro da bolha imobiliária em 2008), e destrua essas economias como se fossem castelos de cartas.
Um colunista do jornal russo, Vzglyad, diz que ” agravamento da luta levará a uma desaceleração da economia mundial, a uma queda na demanda por recursos energéticos, a problemas no setor bancário e, finalmente, a um colapso global.”
O estudo do ANCRA aponta que a atual guerra comercial dos EUA pode levar a uma queda em 0,7% na economia do país, e que outro sintoma de crise que está por vir é a inversão na rentabilidade dos títulos do tesouro. Segundo os especialistas, quando os rendimentos de títulos de longo prazo descem abaixo das taxas de rendimento de curto prazo estamos diante um presságio de um crise econômica.
Se Trump de fato bloquear a Huawei e outras imprensas chinesas de entrarem nos EUA, a resposta da China pode prejudicar seriamente as multinacionais americanas, privando-as do comércio chinês e secando a fonte de importantes minérios para a fabricação dos produtos de alta tecnologia.
Qualquer distrubio nos Estados Unidos ou na China tem um impacto direto na economia mundial. Se houver recessão para os norte americanos, o PIB chinês pode subir apenas 4%, a menor taxa dos últimos 25 anos.
Já outros economistas, como Anatoly Kaletsky, economista-chefe da Gavekal Dragonomics, acredita que o problema pode vir da Europa. Com a eleição de Boris Johnson e o Brexit, a moeda europeia pode receber um duríssimo golpe. Assim como EUA e China, qualquer oscilação grave na economia impacta todo o sistema mundial.



