Espanha: quem impulsiona o fascismo é a direita “democrática”

voxx

O atual presidente da Espanha, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), um partido da ala esquerda do imperialismo espanhol, recentemente fez uma declaração sobre o crescimento da extrema-direita do país sob a sigla do VOX, o novo partido de dissidentes da antiga ditadura fascista de Francisco Franco, cuja maioria ainda se encontra no Partido Popular, de onde vem o partido.

Neste domingo, o VOX realizou um ato de 9.000 pessoas, o maior ato que o partido realizou até agora. O presidente da Espanha denunciou que estes grupos da extrema-direita são impulsionados principalmente pela “oposição”, ou seja, pela própria direita que não aparece vestida com a farda do fascismo. Para ele, a agressividade de partidos da direita, como Ciudadanos e o PP, é responsável pelo crescimento de elementos fascistas no país.

A declaração de Sánchez está certa. Entretanto, o que é preciso dizer é que, além de o fascismo ser impulsionado pela direita da burguesia, as condições para seu surgimento é a própria crise do regime capitalista. No caso da Espanha, a crise geral do imperialismo europeu levou ao surgimento destes elementos, como fica perceptível em todos os países. Mas da mesma forma, é normal que o movimento fascista esteja explodindo contra o PSOE, já que o partido é integrante primordial do regime imperialista espanhol, colaborando com as agressões contra o povo catalão, basco e de outras nacionalidades oprimidas que vivem na Europa, além de levar adiante a mesma política, se bem que menos agressiva, dos partidos de direita no país.

A política do PSOE é uma política totalmente inconsequente. Para derrotar o fascismo, é preciso um verdadeiro movimento de luta da classe operária, independente politicamente das classes dominantes, que se mobilize e se organize sob uma base real da população. De outra forma, o fascismo só fará crescer e o problema disso será o próprio esfarelamento do PSOE.