Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Noronha-BOl-1024x768
|

Por Pedro de la Hoz, no Granma* – A União Brasileira de Escritores (UBE) distinguiu em Havana o poeta e etnólogo Miguel Barnet com a Medalha Jorge Amado, o reconhecimento mais importante da organização, em atenção à hierarquia de sua obra literária e como representante da cultura de um país submetido por seis décadas a um implacável bloqueio pelos governos dos Estados Unidos.

Para tornar efetiva a decisão do conselho de administração da UBE, seu presidente, Durval de Nogueiras Goyos Jr., portador de uma mensagem de solidariedade dos escritores de seu país, viajou à Ilha enfatizando que os escritores desse país rejeitam o alinhamento coincidente dos atuais líderes do Brasil e dos EUA em sua política anticubana.

Durante o ato realizado na sede da Uneac, e com a presença de Fernando León Jacomino, vice-ministro da Cultura, Nogueiras lembrou que a organização que preside, já em 1960 e por iniciativa de Jorge Amado, manifestou publicamente apoio ao curso independente da Revolução Cubana e denunciou as agressões imperiais, que até então tinham a nação antilhana em vista.

Em Barnet, escritores brasileiros premiaram o que consideram o mais importante autor cubano vivo, a marca fundamental da Biografia de un cimarrón, as contribuições para o desenvolvimento da literatura testemunhal, o intenso esboço antropológico de sua obra e também a dignidade com a qual ele colocou alta cultura cubana em todas as áreas.

Ao agradecer o prêmio, o poeta explicou como ele encontrou na narrativa de Amado o magma da miscigenação e o que o legado africano representa na sociedade brasileira: «negros, mulatos, pessoas de pele morena e condição humilde, escravos, os peões, os estivadores portuários, o candomblé, a macumba, as mães dos santos, os orixás tão relacionados aos nossos e a irrevogável vocação de justiça e alegria de viver dos pobres e despossuídos naquele país gigantesco, penetraram meus alunos e minha sensibilidade lendo seus romances».

Entre Cuba e Brasil, disse, nada pode ser feito por aqueles que «em tempos de repontes neoliberais e facistóides, pretendem fraturar a proximidade histórica entre nossas culturas e povos». A esses personagens Barnet fez questão de lembrar um verso de uma música muito popular de Chico Buarque, na moda dos anos 60 e totalmente adequada para estes dias: “Apesar de você, amanhã deve ser outro dia…».

* Os artigos reproduzidos não expressam necessariamente a opinião do Diário Causa Operária e do Partido da Causa Operária.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas