Ensino Básico
O cenário de volta às aulas presenciais é de muita insegurança entre os pais, mesmo na rede privada
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As aulas presenciais estão suspensas em 2020 para o setor público no estado de SP | Crédito: Reprodução/Dourados News

As prefeituras do ABC Paulista anunciaram que aulas presenciais do ensino básico para o ano de 2020 estão suspensas nas redes pública e privada. Entretanto, quando da publicação do plano de reabertura econômica do estado de São Paulo, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeespe) ameaçou entrar na Justiça golpista para forçar uma abertura das escolas privadas, passando por cima de qualquer determinação municipal.

De acordo com o plano econômico de reabertura do governo do estado, as aulas presenciais estarão autorizadas a partir de 7 de outubro, caso a capital permaneça na fase amarela por um período de 28 dias. Porém, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as escolas devem seguir orientação dos decretos municipais, que têm autonomia para interferir tranquilamente, de acordo com a situação local, no plano estadual.

Benjamin Ribeiro da Silva, presidente Sieeespe, declarou não ter pressa alguma para voltar, pois os motivos não seriam econômicos, e sim relacionados à preocupação com a saúde das crianças. No entanto, na verdade se trata de uma grande desculpa esfarrapada, exposta ao ridículo. Podendo garantir a segurança de saúde das crianças com autorização para volta apenas em 2021, qual seria o motivo de voltar antes?

A entidade, que serve aos interesses dos patrões, na verdade está a serviço do projeto bolsonarista e trata as crianças apenas como clientes, querendo vender educação a qualquer custo.

Diante de tudo isso, o cenário de volta às aulas presenciais é de muita insegurança entre os pais, mesmo na rede privada. O que não dá para enganar: a preocupação dos pais. Bejamin Ribeiro, em cena teatral que fingia preocupação com as crianças, diz que tem um planejamento seguro, e que a situação das famílias chegaram ao limite, com cerca de 150 dias de isolamento, algo que está afetando as crianças.

É preciso denunciar que isso não passa de uma tremenda demagogia capitalista. O que o presidente da Sieeespe mostra é que, para não ir à falência, os patrões são capazes de arriscar a vida das crianças para tocar seu negócio.

Os pais, responsáveis pela prole, não ficam em cima do muro quando o questão é proteger seus filhos de qualquer risco, pois sabem que o número de mortes por coronavírus continua alto. Podendo voltar à escola com mais segurança e vacinados em 2021, por que arriscariam a vida de seus filhos, colocando a mão no fogo pelo projeto genocida de Bolsonaro? Nada sustenta a volta das aulas do ensino básico, que continua significando um ato irresponsável e assassino, impulsionado pela direita e pelos capitalistas.

Em outra perspectiva: alguém se disporia a experimentar o suporte que as escolas privadas darão a seu filho infectado?

Ademais, a volta irresponsável em 2020 aumentará ainda mais a pressão em cima dos trabalhadores dentro da escola, sejam eles professores, da gestão, de setores da limpeza, da segurança e etc. A última coisa que os patrões querem conversar neste momento é o pagamento devido das condições de trabalho como horas extras, risco de trabalho, excesso de carga, algo que já vem acontecendo aos montes dentro do ambiente das privadas. As ameças são diversas, e a pressão nos professores ocorre com a arma da demissão, do corte de salários etc.

É preciso denunciar os capitalistas, que esmagam todos para garantir seu lucro na empresa, que nada têm a ver com educação.

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