Escolas militares em Brasília: uma via rápida para encarcerar a juventude operária

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A militarização das escolas no país, que iniciou na capital federal, denota qual o tom do governo da extrema -direita eleito pela fraude eleitoral. O ataque desenfreado contra a juventude e toda a população de conjunto é a principal ferramente de Jair Bolsonaro e toda a corja de golpistas por trás do regime imposto. Foram cerca de quatro escolas no Distrito Federal, que já passam pelo regime militar de um projeto que visa atingir 40 escolas e até mesmo como já declarou o MEC, que aja a expansão por todo o país.

Isso demonstra o ataque brutal contra a juventude, mas especificamente a juventude operária dos bairros da periferia, uma vez que as escolas que foram selecionados para se tornarem da Policia Militar, indicam exatamente bairros mais marginalizados e esquecidos pelos golpistas, mas muito bem lembrados para a aplicação de repressão. Em um primeiro momento, isso significa uma perseguição também a juventude que luta, mas em suma, sua característica é de total esmagamento da juventude pobre e de maioria negra, ou seja, é uma verdadeira ditadura contra os jovens.

Existem dois pontos de partida que esse modelo de escola militarizada representa, no primeiro a direita visa controlar a juventude e podar toda e qualquer tipo de discussão política e envolvimento com movimentos sociais, para inclinar essa juventude para um recrutamento fascista, e em segundo lugar uma grande exclusão dos estudantes que não se adaptarem e até mesmo aqueles que serão impedidos de estudarem perto de casa, sabendo que a escola próxima o rejeita, oque  coloca essa juventude diretamente  em uma situação ainda mais marginalizada e finalmente culminado no encarceramento desses jovens.

É preciso reagir energicamente contra a militarização das escolas, a juventude nesse momento deve fortalecer suas organizações de luta e mobilizar estudantes por todo o país, para barrar a expansão desse modelo e principalmente devolver as então já militarizadas de Brasília para a normalidade e gestão democrática. Os estudantes devem tomar a frente da luta e impulsionar uma grande mobilização contra os ataques do governo bolsonarista.