Sala de aula da E.E. Antônio Vieira de Souza, em Guarulhos/SP

Após o golpe e o corte de gastos feito pelos fascínoras que promoveram a derrubada da presidenta eleita Dilma Rousself e depois a eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro.

As escolas públicas estaduais do Estado de São Paulo, está sendo implementado um tal de MMR, Método de Melhoria de Resultados, mais uma medida de punição para os professores.

Sob o disfarce de debater melhorias, sem que o Estado mexa em nada do fundamental da atual estrutura falida do ensino, sem reajustar os salários miseráveis dos professores, sem aumentar os investimentos nas escolas, sem reduzir o número de alunos por sala de aula etc. O objetivo é culpabilizar ainda mais os professores sobre a defasagem dos alunos e aumentar o trabalho dos docentes e tornar o ensino ainda mais técnico.

O MMR é um velho conhecido das PEI e ETS, Projeto de Escola de tempo Integral, onde os professores possuem diversas atividades extras por terem dedicação integral.

O projeto visa melhorar os resultados das escolas e os índices do Saresp e Idesp das escolas, porém não propõe o aumento dos salários, melhoria da infraestrutura, contratação de professores, diminuição de alunos por sala etc.

Os gestores tem assediado os professores para jogarem a culpa nos alunos pelo baixo índice, e os alunos e os pais tem jogado a culpa nos professores. Alunos e professores devem se unir pela melhoria das condições da educação pública, mobilizar contra o MMR, Saresp, Idesp, por melhores salários e escolas mais estruturadas, por educação pública e de qualidade.

Diante dessa situação, é necessária uma grande mobilização da categoria para colocar em xeque o golpe e todos os golpistas que querem destruir o ensino público. Todos à Assembleia da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) no dia 26-4 e pela paralisação nacional á partir do 15 de maio.