”Malandragem” com os pais
Os grandes tubarões do ensino privado exploram essa situação sangrando ainda mais a pequena-burguesia, que tem seus filhos matriculados nestas escolas
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Fairfax County Public Schools assistant director of facilities management Todd Jones stands in a classroom where desks have been spaced to prevent the spread of the coronavirus disease (COVID-19) at Mantua Elementary School in Fairfax, Virginia, U.S., July 17, 2020.  REUTERS/Kevin Lamarque
Colégios privados reabrem durante a pandemia. | Foto: Reprodução.

A Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF) emitiu comunicado, nesta sexta-feira (9/10), contra aumento nas mensalidades escolares de 2021. O cálculo é de que o acréscimo será em torno de 5%, maior do que a meta da inflação, de 3,75%. Em 2020, os reajustes chegaram a 10%.

A rede Objetivo DF, que tem sete unidades, informou a imprensa burguesa que o reajuste era de 1,5% para o período de renovação de matrículas. Desde 26 de setembro, o aumento passou a ser de 2,49% tanto para novas matrículas quanto para alunos inscritos que perderam o prazo.

Em porcentagem é menor do que a aplicada entre 2019 e 2020, de 8,79%. “A mudança foi feita pensando em repassar o mínimo possível dos valores para as famílias. É o menor valor que conseguimos fazer, e foi necessário por causa do momento”, disse cinicamente um funcionário do grupo de ensino privado.

É evidente aqui que seria preciso caracterizar o reajuste como uma malandragem devido ao momento de paralisia nas atividades educacionais e sua substituição por uma farsa que é o EAD. O ensino remoto sempre foi uma política da burguesia para sucatear a educação e posteriormente privatizar tudo. Nunca foi por causa do coronavírus, a pandemia apenas foi utilizada como um pretexto para que isso fosse implementado nacionalmente.

Um bom exemplo disso é o fato de Elizabeth Guedes, irmã do Ministro Chicago Boy da economia, o neoliberal extremo Paulo Guedes, liderar A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), ou seja, é tudo parte de um grande ”acordo nacional”, um plano de governo para a educação a precarização do ensino público.

Mas convém, é claro, destacar também o fato do reajuste estar acima da inflação, o que caracteriza ainda mais a malandragem das escolas. Então, no fim das contas, quem paga pela crise econômica são os pais e as famílias. Os grandes tubaroes do ensino privado exploram essa situação sangrando ainda mais a pequena-burguesia que tem seus filhos matriculados nestas escolas.

Finalmente, ataques como esse só serão superados através de uma luta política a ser travada pelos estudantes e pais, com uma grande mobilização destes setores interessados contra o roubo do reajuste e pela suspensão do calendário escolar.

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