“Escola sem partido” é a ampliação da perseguição política contra Lula

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Com a dissimulada eleição do filisteu Jair Bolsonaro (PSL), o golpe de Estado se encontra em um estágio mais avançado; sobretudo pela falsa sensação “democrática” construída pelo joguete eleitoral – totalmente dominado pela burguesia golpista. Além do recrudescimento da extrema-direita – posta como batalhão de infantaria – frente as organizações de esquerda que lutam contra o golpe, uma das tarefas mais nefastas do movimento golpista consiste em desenvolver um ardiloso prélio com o objetivo de extinguir qualquer tipo de resistência aos interesses das classes dominantes. Nesse ofício, uma das bandeiras defendidas pelos golpistas expressa-se na implantação do projeto “Escola Sem Partido”.

Para dar sequência à política de aniquilamento da classe trabalhadora e entrega das principais empresas estatais ao imperialismo, a frente golpista – iniciada com o amplamente repudiado governo Michel Temer (MDB) – após o falseado impeachment da presidenta Dilma Rousseff, tem recorrido a todos os meios possíveis. Nesse ínterim, o ignóbil projeto da Escola Sem Partido tem ocupado um papel de destaque no tocante à Educação. Um dos itens da proposta reflete claramente a desenfreada tentativa de censurar qualquer tipo de ideia que não esteja em consonância com o parco desenvolvimento intelectual – típico da intelligentsia burguesa. Assim, um dos mandamentos do obscurantismo golpista, se dá em: “não cooptar os alunos para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária”.

Após a injusta e ilegal prisão do ex-presidente Lula, os setores mais debilitados foram ainda mais atingidos. Se um líder político da envergadura de Lula foi preso sem provas, o que esperar de professores e estudantes que tem lutado contra todo o aparato militar que vem avançando e se consolidando a cada dia? Nesse caso, a organização deve se dar através da formação e multiplicação de comitês de luta contra o golpe e de autodefesa; visto que não há mais tempo para vacilação quanto ao caráter ditatorial do regime golpista – sendo este já ponto pacífico!

É preciso deixar claro que, nas questões concernentes aos seus interesses de maior importância, as classes dominantes utilizarão todas as armas possíveis para neutralizar e erradicar toda e qualquer forma de resistência. Desta forma – para os golpistas – o cerceamento das liberdades democráticas, a censura e a perseguição estarão sempre na ordem do dia.