Escola sem partido avança em São Paulo

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Avança em São Paulo o PL816/2017, do ex-vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC), que restringe as atividades propostas pelos professores, obrigando que qualquer atividade de cunho “cultural, ideológico, religioso, filosófico ou político” devem ser comunicadas com cinco dias de antecedência aos responsáveis explicitando “de maneira exaustiva” o motivo de sua realização.

Com parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta é apoiada pela maioria da base de apoio da gestão João Doria/Bruno Covas, ambos do PSDB.

O projeto inicial “Escola sem partido” de Fernando Holiday (DEM/MBL) serviu de base para a origem de outros 125 outros de mesmo cunho por todo o Brasil. Isso deixa claro o enorme esforço da direita em reconstituir uma ditadura repressiva aos moldes de 1964 pela via “legal”. Não é possível acreditar nas instituições burguesas, é preciso estabelecer uma luta organizada e consistente contra o golpe e contra as medidas golpistas.