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Abaixo a militarização a e ditadura nas Escolas
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Por diversas frentes, toma corpo a proposta fascista e reacionária do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e de seus aliados golpistas nos governos estaduais de militarizar as escolas ou de colocá-las diretamente sob a intervenção de forças repressivas como as Polícias Militares ou até o Exército.

Depois de achincalhar o povo brasileiro, chamando-nos de “canibais” e “ladrões”, o ministro colombiano da Educação, Vélez Rodriguez, está encaminhando e o Ministério da Educação (MEC) deve anunciar nos próximos dias as ações para ampliar o número de escolas cívico-militares no país.

A medida foi anunciada como uma “prioridade do MEC” que passou até mesmo a ter um órgão para cuidar do assunto, a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. O governo quer multiplicar as 120 escolas atuais, espalhadas por 17 estados – 40% delas em Goiás.

Em Brasília, o governador, Ibanez (MDB), está buscando impor proposta semelhante na rede do GDF, fazendo realizar para isso assembleia de faz de conta (a maior parte delas feitas nas férias escolares), nas quais leva claques contratadas, elementos de bandos fascistas e policiais militares armados para encenar uma votação na qual a “comunidade” aprova a militarização da Escola. Onde a proposta foi confrontada e derrotada com a participação de professores e estudantes, a PM age para reprimir a manifestação contrária e, junto com o governo, impõe nova votação secreta e sob o controle dos policiais, nos quais o resultado a favor da militarização é garantido. Mais fraudulento do que isso, só a eleição presidencial que elegeu Bolsonaro, depois que o candidato que o povo queria votar, Lula, foi condenado sem provas, mantido como preso político e cassado, em aberta violação da Constituição Federal.

No Rio de Janeiro, na esteira dessa política reacionária o governador Witzel (PSC), anunciou que quer colocar PMs afastados da atividade de policiamento por diversos motivos nas Escolas. Isso uma semana poucos dias depois, bateu o recorde declarado de execuções em um único dia, matando 15 pessoas em único dia, em ações em comunidades operárias. O governador que defende o uso de atiradores de elite para fuzilar "suspeitos" nas favelas e bairros operários, quer levar a PM mais criminosa do País para dentro das Escolas.

Todas essas medidas são anunciadas sob o pretexto de combater os altos índices de criminalidade brasileiros. Segundo comunicado oficial do MEC, “o Ministério da Educação buscará uma alternativa para a formação cultural das futuras gerações, pautada no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia, tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais.”

Mais falso do que isso, parece impossível.

O ministro, o presidente, os governadores e todos os “operadores” do regime golpista, imposto para fazer valer a vontade do grande capital (como os bancos que lucraram mais de R$ 100 bilhões no ano passado) vêm o povo brasileiro como “bandidos”, com o uma grave ameaça.

E de certa forma, eles têm razão.

As escolas estão infestadas de perigosos educadores e jovens (milhões deles) que podem representar um perigo para os defensores da “ética” e do “civismo”, para os “combatentes da corrupção” que deram o golpe e defendem e pretendem destruir o ensino público e tudo mais que diga respeito aos interesses do povo brasileiro, em benefício dos banqueiros e outros monopólios “nacionais” e estrangeiros que patrocinaram o golpe de Estado para roubar até o último centavo do povo brasileiro, do petróleo até nossas aposentadorias, para fazer a alegria dos especuladores norte-americanos.

Esta iniciativa está diretamente ligada à campanha ultra reacionária da Escola com fascismo (mal disfarçada de Escola sem partido) que também visa atacar os professores e tolher a liberdade de expressão no interior das escolas para impor a política fascista de apoio aos inimigos do ensino público e do povo brasileiro.

Para barrar esta ofensiva, é preciso seguir o exemplo da luta dos trabalhadores da Educação de São Paulo, que estão enfrentando o governo tucano nas ruas, bem como aqueles que em Brasília se levantam contra a militarização nas Escolas.

É preciso sacudir os sindicatos, a partir de uma iniciativa nas bases das categorias, por meio dos comitês de luta contra o golpe e contra a Escola sem partido, tirar da paralisia a maioria da burocracia sindical, ultrapassar seus setores mais reacionários que se oponham à mobilização e realizar uma ampla mobilização contra a militarização, contra a presença da PM, do Exército e de todo o tipo de força repressiva nas escolas.

Contra a ditadura nas escolas e universidades, mobilizar também os estudantes e todos os setores da comunidade escolar. Exigir que elas estejam sobre o controle de quem nelas trabalham e estudam (e no caso das escolas do ensino fundamental, dos pais dos alunos) e não daqueles que querem sua destruição e a repressão dos seus elementos mais ativos.

Vincular essa luta à luta contra o golpe de estado, por colocar para fora os bandidos que consideram que o povo brasileiro é “bandido”: Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Para o que será necessária uma grande mobilização popular, na qual a defesa da liberdade de Lula pode cumprir um papel fundamental.