“Escola sem partido” é arquivada na Câmara, mas só a mobilização nas escolas pode derrotar de vez a Escola com Fascismo

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Pressionada pela rejeição dos ataques aos professores em todo o País, que se constituíram em uma verdadeira operação de caça às bruxas, a Comissão Especial do Escola sem Partido, da Câmara dos Deputados, encerrou seus trabalhos, nessa terça-feira (dia 11), por encaminhamento do seu presidente, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), sem conseguir votar o projeto de Lei (PL).

Ao longo de várias semanas, entidades dos trabalhadores da Educação – lideradas pela CNTE – bem como do movimento estudantil, realizaram atividades de pressão contra a aprovação do projeto encaminhado pela direita golpista; parlamentares de oposição realizaram trabalho de obstrução, com o trabalho facilitado pela dispersão verificada no Congresso nas semanas após as eleições nacionais e na proximidade do fim de ano; mas o fator decisivo – sem dúvida alguma – foi a amplo repúdio que a proposta de cerceamento da atividade docente e censura nas escolas vem recebendo em todo o País, sendo enfrentado em vários casos pela iniciativa de comitês e entidades de luta contra a perseguição nas escolas e universidades, como se viu, por exemplo no ato realizado por professores, estudantes e pais no Colégio Pedro II, na Tijuca, Rio de Janeiro.

Em todo o País, vem se multiplicando também os comitês que estão se formando, reunindo entidades de trabalhadores da Educação e ativistas contra a proposta da direita golpista que já levou a agressões, demissões e todo tipo de ataques de professores por parte de uma minoria de direitistas que apoiam o projeto e a ofensiva da direita das escolas, que são partidários do ensino pago e da destruição do ensino público, bem como da repressão aos educadores para impor a censura nas escolas para a criação de melhores condições de ataque aos professores e a todos os trabalhadores, bem como a conter a mobilização da juventude.

A iniciativa de ataque contra os professores, nem de longe se restringe e se submete à iniciativa parlamentar. Isto significa que a derrota parcial na Câmara, já que o assunto voltará a ser pautada no primo ano, com um congresso ainda mais reacionário, resultado das eleições fraudulentas realiadas neste ano, não vai – por i – deter a ofensiva da direita, uma vez que os direitistas vem agindo por fora e por cima da Lei, para pressionar, perseguir e agredir os professores, como se viu nas instruções para que alunos gravassem e denunciassem professores, nas provocações nas redes sociais, tentativa de realização de atos ultra minoritários nas Escolas etc.

Escola Com Fascismo é a continuação da política dos golpistas que condenaram e prenderam  Lula, feita ao “arrepio da Lei” em aberta violação da Constituição, sem provas, com o claro propósito de atacar os trabalhadores e garantir uma vitória eleitoral fajuta que legitimasse um governo golpista que continue a levar adiante o ataque ao ensino público, aos trabalhadores e à economia nacional, em favor dos grandes capitalistas “nacionais” e estrangeiros, principalmente norte-americano, para os quais o presidente Bolsonaro e seus aliados batem continência.

A derrota final e sem retorno dessa política reacionária só pode se dar por meio de uma ampla mobilização nas escolas e universidades, enfrentando e colocando a direita para correr, o que só pode ser conseguido com uma ampliação da organização de professores, estudantes e pais, em comitês de luta contra a escola com fascismo. É preciso construir milhares deles. Defender os professores de forma unificada diante das ameaças. Enfrentar e derrotar a direita no terreno da mobilização.

Da mesma forma, essa luta deve estar vinculada à luta contra o governo ilegítimo, por meio da luta pelo Fora Bolsonaro e de todos os golpistas e pela liberdade de Lula e de todos os presos políticos.