“Escola com fascismo”: deputado do PSL que destruiu placa de Marielle ameaça diretora de escola

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Da redação – O deputado federal eleito Daniel Silveira (PSL), depois de participar da destruição de uma placa em homenagem à vereadora assassinada pelos golpistas, Marielle Franco (PSOL), ao lado do também deputado eleito pelo PSL, Rodrigo Amorim, gravou um vídeo em que ataca a diretora Andrea Nunes Constâncio do Colégio Estadual Dom Pedro II, que fica Petrópolis, na Região Serrana, ameaçando perseguir os professores de esquerda em todas as escolas públicas. Primeiramente temos que ressaltar o básico: a fraude eleitoral, levada à cabo pelos golpistas que tiraram Dilma Rousseff do poder, sem provas, em 2016, depois prendendo o candidato da esmagadora maioria do povo, Lula, também sem provas, colocou no poder esse deputado e seu parceiro de vandalismo, com muitos “votos”. É óbvio que o povo trabalhador do Rio de Janeiro nem sabe quem são esses fascistas e que não representam a classe trabalhadora.

Vejamos a fala do fascista no vídeo que, onde ele demonstra que não pensa como os pais trabalhadores que tem seus filhos nas escolas públicas do Brasil: “Todos os professores têm o meu respeito. Professores de esquerda têm o meu desprezo. Quero deixar isso claro. […] Diretora, sou deputado federal e meu caráter é de fiscalizador. Posso entrar em qualquer estabelecimento sem permissão. Entenda isso. Não é você que pode me proibir. Se você tem medo que um deputado federal esteja na sua escola, ainda mais um deputado com a minha vertente, conservadora, que combate a ideologia socialista comunista, isso me cheira a merda. E, se cheira a merda, vou fazer um favor. Vou solicitar uma auditoria na sua escola desde o princípio de sua gestão para ver se tudo está tão certinho para saber se realmente você detém a moralidade que você diz que detém”.

Veja a fala do fascista que quer caçar professores nas escolas:

Frente a mais essa ameaça de perseguição, é preciso ressaltar a necessidade de se criar um comitê de luta contra o golpe também nesta escola, com caráter de autodefesa, contra a extrema-direita. Quando um indivíduo golpista dessa estirpe, eleito por uma fraude, como todo o PSL foi neste último pleito controlado, inclusive, pelos militares – que disseram que fariam tal trabalho de controle das urnas -, é preciso compreender a relação de força e que não se trata mais de um dialogo. A iniciativa da extrema-direita nas escolas é de perseguição, sendo que em suas falas eles pregam a extinção física da esquerda, como os filhos de Bolsonaro e o próprio “presidente” golpista também fez diversas vezes.

Por último, vale frisar também que a demagogia barata da esquerda pequeno-burguesa, apenas levará os trabalhadores para derrotas nos enfrentamentos que estão por vir. Nas ruas do país essas ameaças já se refletiram na forma de assassinatos de sindicalistas, quilombolas, indígenas, companheiros do PT, LGBTs, negros e mulheres. Não podemos esperar que cheguem nas escolas, é preciso organizar o povo para a 2ª Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe e o Fascismo, dias 8 e 9 de dezembro na capital de São Paulo

  Número de telefone para professores ameaçados pela extrema-direita nas escolas e universidades

Convocação para a 2ª Conferência Aberta: