Privatização da água
Rompimento de adutora deixa 150 mil pessoas sem água em Curitiba. A sede na cidade é a “cama” que já estava sendo preparada para a privatização da água no governo Bolsonaro
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torneira (1)
Placa com aviso de que é proibido utilizar água | Foto por: Crystian Cruz

Uma política criminosa está em jogo, segundo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o rompimento de uma adutora de grande porte, em Fazenda Rio Grande, deixou 150 mil pessoas sem água em Curitiba, Araucária e na própria Fazenda Rio Grande, na madrugada desta sexta (2), próximo ao km 121 da BR-116. No Boqueirão, uma retroescavadeira rompeu parte da tubulação e deixa moradores da região sem água, o que mostra algo muito suspeito.

A sede em Curitiba é a “cama” que já estava sendo preparada para a privatização da água que se abriu com o “novo marco do saneamento” que foi a privatização da água do governo Bolsonaro. Os 21 bairros afetados são: Curitiba: Campo de Santana, Caximba, CIC, Ganchinho e Tatuquara. Araucária: Cachoeira, Campina da Barra, Costeira, Iguaçu e Tindiquera. E Fazenda Rio Grande: Dos Estados, Iguaçu, Santa Terezinha, Jardim São Lourenço, Jardim Brilhante, Jardim Kokubo, Ipê, Eucaliptos, Nações, Hortência e Santarém.

Durante todo tempo o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM) e o bolsonarista Ratinho Jr (PSD), governador do estado, apontaram que o problema da água em Curitiba era um problema de escassez de recursos. Porém, fica evidente uma sabotagem com esse “rompimento” da adutora e a falta de investimentos na região de Curitiba, sucateando o serviço, para dar a impressão que a Sanepar não está preparada para resolver o problema, preparando assim o terreno para privatização da água e tornando mais fácil e rápida a entrega do patrimônio público para o setor privado.

Coisa que já foi denunciado aqui, pelo Diário da Causa Operária e que provavelmente era uma mentira uma cópia da “crise hídrica” de São Paulo. Agora o “problema técnico” aparece diferente, como um rompimento. Duas desculpas para um mesmo problema., As três áreas de Curitiba e região metropolitana enfrentam ciclos de fornecimento de água de 36 horas intercalados com outras 36 horas sem abastecimento, ou seja, 24 horas sem água e outras 12 horas de restabelecimento do sistema, por causa dos níveis baixos nos reservatórios, causado pelo rompimento da adutora. De acordo com a companhia, só ficaram sem água nas torneiras as casas que não têm caixa d’água, o que é um problema, pois provavelmente deve ter muita gente que não tem caixa d’água.

Os governos golpistas do Paraná, tanto municipais, quanto estadual, estão diretamente envolvidas na entrega das riquezas e do patrimônio nacional para o capital monopolista internacional. A intenção é realmente a entrega da companhia que é do povo, para os grandes capitalistas. Por isso é preciso defender a Sanepar e exigir sua total estatização e colocar a empresa sob controle dos trabalhadores.

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