Intimidação e repressão
Tentativa da PM de reprimir a mobilização dos operários do Espirito Santo demonstra o avanço da ditadura. Todo apoio à greve!
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
b2ap3_large_assembleia_sindimetal_CreditosDivulgacao
Metalúrgicos em greve no Espírito Santo | Foto: Reprodução

Os trabalhadores metalúrgicos de Espirito Santo estão em greve desde o dia 26 de outubro contra os patrões, exigindo um aumento salarial. Os metalúrgicos, que trabalham em diferentes empresas do estado, como a Vale, Arcelor, Samarco e Jurong, lutam contra o rebaixamento salarial (os capitalistas propuseram um aumento miserável de 1% nos salários) e defendem um reajuste de 5%. De acordo com o Sindicato da categoria, o Sindmetal-ES, cerca de 20 mil trabalhadores em todo o estado estão em greve.

Os metalúrgicos, no entanto, além dos patrões, estão sendo obrigados a enfrentar o aparato repressivo do estado capitalista, o judiciário e a PM, que atuam para reprimir a mobilização dos operários e acabar com a greve.

A direção do sindicato denunciou na última quinta-feira, via as redes sociais, 5, que a Justiça do Trabalho do Espírito Santo emitiu uma liminar proibindo que os trabalhadores fizessem atividade de panfletagem e piquete em frente às fábricas. Nesta sexta-feira, 6, a Polícia Militar do estado foi enviada para a porta do sindicato para intimidar e tentar impedir a mobilização da categoria.

Trata-se de uma clara medida ditatorial da polícia que atua a serviço dos patrões e contra a luta dos trabalhadores. Mais ainda, a ação revela o aprofundamento da política repressiva do estado contra a classe operária suas organizações, contra o seu direito elementar de greve.

O fato da própria Justiça do Trabalho atuar como um órgão completamente patronal e de repressão aos metalúrgicos em greve é um indício muito evidente deste fato.

Esta ofensiva está diretamente vinculada  ao avanço da direita e da extrema-direita golpista no País. À medida que tais setores ganham terreno, vai se fortalecendo as perseguições, às prisões, a censura, e a tentativa de conter pela força a mobilização da classe operária.

A PM que procura impedir a luta dos metalúrgicos no Espírito Santo é a mesma que atua na perseguição e morte dos trabalhadores sem-terras e suas lideranças, e no genocídio da população pobre e negra nas periferias.

É preciso se colocar contra a tentativa de intimidação e repressão da luta dos trabalhadores do Espírito Santo e fazer um chamado para que todas as organizações de esquerda (partidos, sindicatos, etc) apoiem a mobilização dos metalúrgicos contra os patrões e a PM.

A derrota dos setores golpistas e da política de repressão do estado passa, necessariamente, pela mobilização dos próprios trabalhadores. Neste sentido, os metalúrgicos do Espirito Santo apontam o caminho.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas