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Da redação – O general Alessio Souto (PSL), assessor de Bolsonaro para a área de Educação, quer substituir a política de cotas por aulas de reforço destinadas a negros e pobres.

Souto declarou-se contrário à política de cotas. Também considera muito grande o “gasto” estatal com ensino superior, sugerindo que o mesmo seja reduzido pela metade. E espera “remediar” estes retrocessos abrindo aulas de reforço para os poucos pobres que conseguirem se manter nos estudos.

Ao invés de inclusão, o único “reforço” que esta política oferece é o da separação. Para deixar esta posição mais clara, Souto reiterou:  “O país nunca vai transformar os pobres em ricos. Não é todo mundo que chegará lá.” Favorável à “meritocracia”, defende que, entre os pobres, quem precisa ter acesso ao Ensino Superior são os “mais talentosos”. Trata-se do velho preconceito burguês que quer eximir do Estado o dever de garantir acesso à educação a todos.

O general complementa que é preciso resgatar a autoridade do professor e, para isso, colocará a polícia para vigiar as escolas. Todos sabemos para onde esta solução caminha: intimidação! Seja dos alunos pobres e negros, seja dos professores que lecionarem conteúdos “subversivos”, de organizações estudantis, ocupações e greves.

Bolsonaro já defendeu o fim das demarcações quilombolas, afirmando que estes “não servem nem para procriar“, e equiparou namorar pessoas negras com promiscuidade. Declarou que não há dívida histórica do país com a população negra e as cotas devem ser diminuídas. Não se tratam de meras posições individuais, mas da representação de toda uma classe social, atrelada ao escravagismo brasileiro e à segregação radical das classes sociais. Uma classe com propostas separatistas, mais parecidas com o regime nazista ou o apartheid sul-africano, sem ambições de igualdade e inclusão.

Se já é difícil à classe trabalhadora manter-se na universidade, o que dirá frequentar aulas de reforço? O Estado deve oferecer ensino gratuito a todos, com refeições e moradia estudantil.

É preciso combater Bolsonaro e a extrema-direita nas ruas, com a organizar popular a partir de um amplo Congresso do Povo, além da já convocada 2ª Conferência Nacional de Luta contra o Golpe (8 e 9 de dezembro). Também é preciso se organizar nos comitês de luta contra o golpe e de autodefesa.

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