Equador: uma semana de atos contra o neoliberalismo de Lenín Moreno

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Movimentos sociais e organizações políticas e sindicais deflagraram mobilizações de massas pelo Equador em protesto contra a política neoliberal do presidente Lenín Moreno, que começaram na última segunda-feira (15) e acontecerão até esta sexta-feira (19). Protestos e bloqueios de rodovias foram registrados em diversos lugares do país, nas províncias de Pichincha, Guayas, Esmeraldas, Bolívar, Manabí, Cañar, Los Ríos y Morona Santiago.

O governo traidor e entreguista de Lenín Moreno vem aplicando uma política neoliberal de submissão completa ao imperialismo americano no país. Suas medidas implicam em demissão de milhares de funcionários públicos, cortes orçamentários de programas sociais, precarização na saúde e educação e aumento dos preços para os setores de transporte e eletricidade com a extinção de subsídios.

Moreno ainda apresentou um projeto de reforma trabalhista, que extingue uma série de direitos históricos da classe trabalhadora, e assinou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Camponeses também iniciaram mobilizações contra Moreno, a quem acusam de levar adiante uma política agrária que beneficia os monopólios internacionais em detrimento dos interesses dos trabalhadores rurais.

As mobilizações rechaçam também a entrega do ativista político fundador do Wikileaks Julian Assange, a saída do país do bloco de integração União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) e a entrega da ilha de Galápagos como base aérea dos Estados Unidos.