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Da redação – Quito, capital do Equador, foi palco na última quinta-feira (14) de manifestações realizadas por sindicatos, organizações do campo e movimentos populares contra medidas anunciadas pelo governo como necessárias para “sanear a economia”.

As medidas anunciadas pelo presidente golpista Lenín Moreno consistem em privatizações, inclusive no setor elétrico e de telecomunicações, demissão de funcionários públicos, aumento excessivo do preço dos combustíveis, cortes orçamentários e outros. Os funcionários do setor público efetuaram uma paralisação em todo o país.

Durante a manifestação em Quito, as organizações sindicais anunciaram que apresentarão no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) um pedido de revogação do mandato de Lenín Moreno. Os manifestantes se pronunciaram também contra a perspectiva de intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no país.

O atual presidente do Equador iniciou o seu mandato em maio de 2017 após ter sido vice-presidente do país entre 2007 e 2013. O seu antecessor, Rafael Correa, foi eleito em 2007 e governou o país adotando uma política limitadamente nacionalista, o que levou a realizar pequenas reformas e a se chocar com interesses do grande capital internacional.

Lenín Moreno foi eleito com um programa de continuidade à política de Correa com um viés mais moderado. Após sua eleição, Moreno, traindo o povo venezuelano, imprimiu um rumo oposto ao governo anterior e pôs em prática medidas de caráter pró-imperialistas liberais como austeridade fiscal com cortes nos programas sociais, privatizações e desnacionalização da economia e no campo externo adotou um alinhamento automático com os Estados Unidos e está apoiando a intervenção ianque na Venezuela.

Lenín Moreno passou a perseguir seus antigos companheiros de partido (Aliança País), dele expulsou seus fundadores embora alguns elementos fiéis a Correa nele permaneçam. Seu vice-presidente, Jorge Glas, foi preso e Rafael Correa encontra-se no exterior e tem contra ele ordem de prisão e se voltar ao país será preso também. O golpe de estado por dentro  no Equador foi a traição de Moreno. Eleito pelos setores populares ele está levando a cabo uma política de ataque a esses setores de modo semelhante ao que ocorre em outros países latino-americanos onde governos progressistas foram vítimas de golpe. Por esta razão os trabalhadores equatorianos estão se mobilizando em resistência ao avanço das forças antipopulares a serviço do imperialismo.

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