Equador: polícia de Lenín Moreno reprime manifestação contra a prisão de Assange

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Da redação – A polícia do Equador reprimiu uma manifestação ocorrida ontem (16), próxima à sede da presidência da República, em Quito, contra a prisão ilegal de Julian Assange.

Convocados pelo ex-presidente Rafael Correa, os centenas de manifestantes exibiram cartazes e faixas exigindo “Liberdade para Assange”, “Julian Assange é equatoriano”, “Fora, Moreno, Fora” e “Assange será seu pesadelo”.

Na semana passada, o presidente do Equador, o traidor neoliberal Lenín Moreno, entregou o ativista da Wikileaks para o imperialismo, ao retirar ilegalmente a cidadania equatoriana de Assange (concedida por Correa) para que este fosse retirado da embaixada do país em Londres, onde estava asilado desde 2012 por ser perseguido pelo imperialismo norte-americano, que pediu sua extradição para os EUA.

Moreno foi eleito graças ao apoio de Correa, mas logo quando assumiu o governo, traiu o programa com que foi eleito, seu eleitorado e o nacionalismo de esquerda que caracterizou os mandatos de Correa. Estabeleceu um regime neoliberal, privatizando e entregando aos monopólios grande parte da economia equatoriana, cortou programas sociais e perseguiu ex-membros do antigo governo, como o próprio Correa, que teve que se exilar na Bélgica, ou o ex-vice-presidente, Jorge Glas, que passou semanas fazendo greve de fome na prisão.