América Latina
As mobilizações populares no Equador significam um novo impulso no continente sul-americano. A população manifesta repúdio ao governo Lenin Moreno, fantoche do imperialismo
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População toma as ruas no Equador | Foto: Reprodução

Em meio à pandemia do Covid-19, o Equador dá mais um impulso à mobilização popular na América do Sul.

Na segunda (25), os trabalhadores foram às ruas em protesto contra a política neoliberal do presidente Lenin Moreno. Os trabalhadores denunciavam as “reformas” que pretendem reduzir a jornada de traballho e confiscar de 25% a 40% dos salários dos servidores públicos, privatizar diversas empresas estatais, como a empresa área Bandera Tame e a a Empresa de Ferrovias do Estado.

Em meio à pandemia do Covid-19, Moreno transferiu 936 milhões de dólares para as as instituições financeiras Goldman Sachs, Credit Suisse e ICBC Standard Pic. A justificativa é a rolagem da dívida pública.

Lenin Moreno foi eleito com o apoio da esquerda nacionalista equatoriana. Após a tomada de posse, foi cooptado pelo imperialismo e dedicou-se a perseguir os líderes da esquerda que se mobilizou para o eleger. O ex- presidente Rafael Correa teve de se exilar para não ser preso, após ser acusado em um processo judicial farsesco. A entrega de Julian Assange, o fundador do Wikileaks, que estava sendo perseguido em virtude da publicação de documentos que revelavam as atrocidades cometidas pelo imperialismo no Oriente Médio, demonstra o nível de servilismo do governo fantoche do imperialismo.

As mobilizações no país sul-americano são sintoma da tendência de uma mobilização geral dos povos oprimidos contra o imperialismo em toda a América Latina. Os sindicatos e os estudantes estão tendo destacada participação nas mobilizações no Equador. Um estudante afirmou que não há outra alternativa que não a mobilização e um sindicalista disse que, se o Covid-19 não matar a população, o governo se encarregará de fazê-lo. O governo de Lenin Moreno não goza de nenhum apoio e popularidade junto à população

A política neoliberal significa a dominação do imperialismo, isto é, do capital financeiro, sobre os povos e a apropriação das riquezas naturais dos países atrasados. Neste período de crise capitalista,  que se prolonga há décadas, o imperialismo busca acentuar o controle e a exploração dos países atrasados. Este é o fundamento dos golpes de Estado que ocorreram, de diversas formas, em todos os países do continente, começando no golpe contra Manuel Zelaya em Honduras e passando pela destituição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e ascensão de Jair Bolsonaro e a extrema-direita fascista e pró-imperialista na Presidência da República. O golpe visa realinhar os países oprimidos com a política externa do imperialismo, em especial dos EUA.

É preciso que a esquerda e as organizações operárias e populares participem e convoquem mobilizações em todo a América Latina para expulsar o imperialismo e seus lacaios.

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