Perseguição política
Correa é condenado a 8 anos de prisão e seu partido banido das eleições. Ditadura no Equador se intensifica.
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Rafael-Correa
Rafael Correa sofre enorme perseguição política. | Arquivo.

Nesta segunda-feira (20), a Justiça equatoriana condenou o ex-presidente nacionalista Rafael Correa, após, no dia anterior banir seu partido das eleições.

Correa foi condenado a oito anos de prisão por um suposto caso de “suborno”. A decisão, caso aprovada em terceira (última) instância, será responsável por impedir que um dos maiores lideres populares da história recente do Equador, possa concorrer nos próximos 25 anos.

O suposto caso teria acontecido em 2019, quando teria fornecido contribuições para empresas multinacionais, como a Odebrecht, acusação essa que carece de provas até hoje. O caso foi denunciado por Correa que chamou a decisão de “ridícula”, e em sua conta pessoal no Twitter declarou que “Embora seja difícil de acreditar, era esperado. Não pode haver ‘caso’ e ‘sentença’ mais ridículos (…) Eles não vão nos derrotar, mas todas as pessoas inocentes que estão sofrendo por tentar me prejudicar me machucam”.

Já quanto a seu partido, o Fuerza Comprisso Social (FCS), no qual o líder popular pretende concorrer as eleições em 2021, o mesmo foi “desativado” pelo Conselho Eleitoral Nacional do Equador (CNE), junto a outras 3 organizações políticas.

Ambas as ações. escancaram a ditadura existente no país. Correa, segundo o analista internacional, Alexis Matute, é disparado a figura mais popular do Equador. Ele afirma que em 2006, quando Correa fora eleito presidente, continha o apoio de 54% da população, contudo, neste momento seu apoio é muito maior, ultrapassando os 70%.

Para o analista “nenhum outro partido político, nenhum outro movimento político no país chega perto de ser capaz de competir, evidenciando o caráter altamente arbitrário e ditatorial destas medidas.

Correa, assim como Lula no Brasil, é temido pela burguesia, sua enorme popularidade é refletida no apoio que o mesmo tem na corrida eleitoral. Para a burguesia que deu um golpe de Estado junto a Lenin Moreno, permitir a volta de Rafael Correa seria uma enorme derrota.

Dessa maneira, a ditadura persegue abertamente toda a oposição e quer prender o maior líder popular do país. Tal situação serve de exemplo para a situação brasileira, sobretudo para Lula e o PT.

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