Perseguição imperialista
O ex-presidente será julgado à revelia sob acusação de receber dinheiro ilegal da brasileira Odebrecht. Condenação Inviabiliza a volta de Rafael Correa a presidência do Equador,
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Quito (Ecuador), 21 de Junio de 2012. En Base Aérea el Presidente Rafael Correa ofreció una rueda de prensa a su llegada de la Cumbre Río+20. Foto: Fernanda LeMarie - Ministerio de Relaciones Exteriores, Comercio e Integración.
Rafael Correa. |

O ex-presidente Rafael Correa será julgado no Equador sob acusação de receber dinheiro ilegal da construtora brasileira Odebrecht para financiar sua campanha eleitoral em 2013. A ação será julgada à revelia, isto é, sem a presença do réu, por corrupção passiva.

Rafael Correa vive na Bélgica desde que deixou o cargo. Segundo a imprensa burguesa, Correa teria recebido cerca de US$ 8 milhões de empresas para financiar a campanha presidencial de 2013. Segundo a acusação, em troca dos recursos recebidos para sua campanha, o governo de Correa daria obras às empresas de engenharia, dentre elas a brasileira Odebrecht.

A decisão de julgar Correa foi adotada nesta sexta-feira (3/1) pela juíza Daniella Camacho, da Corte Nacional de Justiça (CNJ). A juíza também julgará o ex-vice-presidente Jorge Glas, que já cumpre pena de seis anos por supostamente receber subornos de US$ 13,5 milhões da Odebrecht. Glas foi reeleito em 2017 na chapa do atual presidente traidor Lenín Moreno, mas perdeu o cargo em janeiro de 2018.

A pressa em condenar Rafael Correa é para inviabilizar candidatura

A condenação terminaria com a carreira política de Rafael Correa, já que a Constituição equatoriana impede candidatura de qualquer sentenciado por corrupção, enriquecimento ilícito ou peculato. Correa no entanto, qualificou a decisão de “palhaçada”.

Tal qual a Lava Jato do Brasil, a operação golpista imperialista usa os meios de perseguição política do judiciário, para destruir carreiras políticas de seus oponentes no Equador. É um processo farsa, tal qual Lula no Brasil foi condenado.

O próprio Correa tem denunciado que a pressa em condená-lo é para inviabilizá-lo eleitoralmente, já que ele, que foi o líder da revolução cidadã do Equador, é o mais forte candidato presidencial no próximo ano.

Lava Jato conspiração imperialista contra a esquerda latino-americana

Tal qual no Brasil, a Lava Jato Equatoriana, utiliza a justiça para fins de perseguição política. Há uma articulação imperialista em todo o continente, com o uso da justiça, para perseguir líderes da esquerda latino-americana.

A exemplo de Lula, condenado por processo farsa da operação golpista Lava Jato, Cristina Kirchener, também sofre perseguição judicial, e o mesmo acontece no Equador com Rafael Correa. Em comum, a perseguição política envolvendo judiciário: é o modus operandi do imperialismo para varrer, da América latina, toda e qualquer liderança de esquerda.

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