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No Brasil não ocorria a transmissão de febre amarela em áreas urbanas desde 1942, há praticamente 78 anos atrás, quase 100% da população brasileira só conhecia essa doença pelos livros de história e saúde.

Mas a degradação do meio ambiente, a falta de investimento em áreas saneamento básico e saúde, os crimes ecológicos cometidos pelos grandes capitalistas no país como os imensos desmatamentos em florestas brasileiras, a poluição de rios, e crimes como da mineradora Samarco, que atingiu vários estados brasileiros, matou dezenas de pessoas diretamente, destruiu a fauna, terrestre e aquática são as causas da epidemia de febre amarela que se alastra por vários estados do país. Esses crimes tem um único réu e culpado os grandes capitalistas do país.

A febre amarela que se alastra pelo país, de acordo com órgãos como o Cives (Centro de Informação em saúde para viajantes) as áreas de risco e as já com contaminação direta estão nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, na região norte; Bahia, Maranhão e Piauí no nordeste;    Goiás  (incluindo Brasília – DF), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no centro oeste;    Espírito Santo, Minas Gerais (todos, incluindo Belo Horizonte) e São Paulo na região sudeste e Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina na região Sul do país.

Samarco: a cara mais escancarada da epidemia

De acordo com a bióloga da instituição Fiocruz Márcia Chame, o aumento contágio de febre amarela em Minas Gerais pode estar relacionado à tragédia de Mariana, quando 55 milhões de m³ de lama vazaram da barragem de Fundão após seu rompimento e levou à dezenas de mortes diretas, à destruição da produção agrícola de diversas famílias, com a poluição e contaminação de recursos hídricos de importantes rios e afluentes da região que exterminou os milhões de peixes que alimentavam ribeirinhos e indígenas de toda essa região, afetou milhões de pessoas que vivem e dependem da água e das terras da Bacia do Rio Doce.

A relação apontada pela bióloga, se comprova, já por dados da região uma vez que grande parte das cidades mineiras que identificaram casos de pessoas com sintomas da doença estão na região próxima ao Rio Doce, local onde a barragem foi rompida aniquilando a fauna e flora local, acabando com inimigos naturais dos mosquitos transmissores da doença, como peixes e sapos que se alimentam das larvas do mosquito e mesmo pássaros e morcegos que se alimentam dos mosquitos

O  crime ambiental da lama da Samarco expande toda a destruição para as populações das várias regiões irrigadas pelo Rio Doce e atinge até outros estados e suas populações.

Sem dúvida, tratou-se da maior catástrofe socioambiental na história do Brasil e uma das maiores geradas pela mineração no mundo.

Ainda segundo a bióloga Márcia Chame, “Ambientes naturais estão sendo destruídos. No passado, o ciclo de febre amarela era mantido na floresta. Com a degradação do meio ambiente, animais acabam também ficando mais próximos do homem, aumentando os riscos de contaminação” e, “Com o desmatamento, animais também se deslocam, aumentando o risco de transmissão.”

Prenúncio da epidemia em humanos, as mortes de macacos em várias regiões do país atingem a cifra de milhares. Em Minas gerais já são 144 municípios com algum tipo de notificação de morte de primatas. Em 70 deles há suspeita; em 22 há investigação em curso, e em 52 dessas cidades a mortandade foi confirmada por febre amarela. Em São Paulo na região de Jundiaí, já em novembro passado cerca de 90 macacos morreram em decorrência da febre. Na última semana foram detectadas mortes de macacos em Guarulhos, na Grande São Paulo. Na capital paulista no Horto Florestal e na região de Embu houveram dezenas de macacos encontrados mortos por terem sido infectados pelo mosquito.

Enquanto a doença avança matando centenas de pessoas no país, os governos golpistas em todos os Estados da União, não investem os recursos necessários da vacinação da população, as filas nos postos de saúde e hospitais são imensas e a vacina não chega para todo o povo, um exemplo disso é que em julho passado o Ministério da Saúde golpista havia dado por encerrado o surto da doença no país.

Este mesmo ministério agora anuncia que serão 19 milhões de doses para os Estados de Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, um verdadeiro descaso com a classe trabalhadora destes Estados, pois a população destes estados chega a 70 milhões de pessoas.

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